Clonagem: cheques de valores baixos são alvos preferidos

De acordo com o BC, a melhor alternativa é pagar pequenas compras em dinheiro para evitar a ação de criminosos

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SÃO PAULO – Com a violência nos grandes centros urbanos crescendo cada vez mais, as pessoas tendem a andar com pouco dinheiro na carteira, como forma de evitar grandes perdas em caso de assaltos. Por este motivo, o cheque acabou sendo um meio alternativo ao dinheiro, de forma que emitir cheques de valores baixos atualmente é mais comum do que se imagina.

Contudo, o maior perigo reside no fato de que ao se emitir cheques de menor valor, alguns cuidados são deixados de lado, de forma que aumentam os riscos com relação à ação de estelionatários. Dificilmente uma pessoa que tem o costume de passar cheques para pagar táxis, por exemplo, irá ter o cuidado de emitir cheques nominativos.

Cheques repassados apresentam maior risco

Segundo a diretora de fiscalização do Banco Central, Tereza Grossi, as clonagens de cheques acontecem a partir dessas folhas, que são emitidas sem os devidos cuidados, o que significa que o cliente pode se tornar vítima deste tipo de golpe mesmo estando em posse do seu talão de cheques. Grossi lembra que este problema tem atingido muitos clientes, levando em consideração o número de denúncias recebidas pelo BC.

Neste sentido, a melhor alternativa, sem dúvida alguma, é pagar pequenas compras em dinheiro, a não ser que, ao emitir um cheque de menor valor o cliente não esqueça de cruzá-lo no centro da folha, sobre a assinatura, para não correr risco de falsificação, e ainda coloque nominal ao receptor do mesmo. Vale lembrar que ao emitir um cheque o mesmo poderá ser repassado a terceiros por várias vezes, e sem que o receptor tenha a intenção, o mesmo pode acabar caindo em mãos de criminosos.

Banco Central orienta clientes

O BC orienta os clientes que acabarem caindo nas armadilhas de algum estelionatário a tomar providências com relação à situação imediatamente. Assim que a fraude for descoberta, o cliente deve sustar todos os documentos, e explicar o seu banco todo o fato ocorrido. Feito isto, deverá registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) junto à polícia e aguardar uma posição do banco.

Até que a situação seja resolvida, isto é, que o seu dinheiro seja devolvido, o cliente estará sujeito a ficar com a conta descoberta pagando as taxas da utilização de cheque especial, enquanto o dinheiro não for depositado. Contudo, não há motivos de preocupação com a perda deste dinheiro, isto porque de acordo com o BC o banco é obrigado a estornar estes gastos ao cliente.

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Por fim, apesar da legislação garantir os direitos dos clientes bancários, é possível evitar passar por este tipo de situação tomando muito cuidado ao utilizar o talão de cheques. Isto porque não será nada agradável o cliente ter que provar para todo mundo que os cheques, provavelmente sem fundos, não foram emitidos por ele, passando inclusive por um possível falsário.