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SÃO PAULO – O tradicional conceito de instituição bancária que conhecemos atualmente pode estar com os dias contados. Essa foi a conclusão do painel de discussões realizado nesta quinta-feira (14), durante o Ciab Febraban, que teve como tema o Banco do Futuro. Representantes da indústria de TI, que participaram do evento, afirmaram que as formas móveis de acessar o banco e a maneira de identificar o cliente serão as grandes mudanças por quais os bancos irão passar.
De acordo com Abud Júnior, vice-presidente da divisão da América Latina da Diebold Procomp, nos próximos anos os bancos deixarão de ser uma instituição transacional para ser uma loja de negócios, onde as pessoas irão não mais para pagar contas, mas para investir em negócios.
Para Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi, os celulares serão os grandes agentes facilitadores, para que o cliente realize todas as transições bancárias, sem precisar ir as agências. Ele acredita que até mesmo os proprietários de celulares pré-pagos – grande maioria hoje no Brasil – usarão os aparelhos para acessar os bancos.
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Mobilidade x cautela
O setor bancário é o que mais investe em tecnologia no Brasil, realizando cerca de 25% das compras de TI feitas no País. Para o diretor do Instituto Forrester do Brasil, Edson Fregni, o Mobile Banking é a única unanimidade quando se discute o futuro com os maiores executivos de bancos do Brasil. O consultor Maurício Ghetler vai mais além e garante que o Mobile Banking adotado no Brasil é comparável aos mais sofisticados do mundo e terá o poder de esvaziar as agências bancárias.
Para Maurício Minas, vice-presidente sênior da CPM Braxis, é preciso cautela. A mobilidade é um processo de inovação que está sendo experimentado. Pode dar certo, ou não. Para ele, é preciso considerar os vários públicos. A forma como as diversas gerações encaram a tecnologia é diferente. Sem falar que muitos podem achar caro ter de pagar R$ 5,00 para usar o mobile banking.
O relacionamento pessoal também é bastante questionado quando o tema é mobilidade. Guilherme Archer Castilho, diretor geral da Itautec, diz não acreditar no fim do relacionamento físico, porque para ele, as pessoas sempre se sentirão mais seguras com outras pessoas do que com as máquinas.
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Identificação
Sistemas de identificação por voz, íris, digitais e veias das mãos já são uma realidade em bancos de diversos países. Mecanismos que, com um simples toque de mãos, reconhecem o usuário de um caixa eletrônico e sistemas capazes de ler os traços de um rosto e, por meio deles, identificar um cliente já são bastante utilizados.
No Brasil, a Fujitsu já está produzindo o Palm Vein, um sistema de leitura capaz de reconhecer o padrão das veias das mãos que, assim como as digitais e a íris, têm probabilidade mínima de se repetir de um indivíduo para o outro. Este sistema deve ser implantado no Bradesco até o meio da próxima década.
A IBM possui, atualmente, mecanismos de autenticação reforçada por biometria facial nos canais de auto-atendimento. A biometria facial reconhece as pessoas, independentemente das variações características da face humana, suportando diferentes poses, gestos, variações de idade, mudanças de cabelo, barba, bigode, óculos e pequenas variações luminosas.
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Paulo Sorelli, executivo da área de Global Technology Services, da IBM, acredita na implementação em larga escala de soluções que utilizam biometria nos caixas eletrônicos e em Internet Banking ainda este ano.
Com informações do Portal Consumidor Moderno