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SÃO PAULO – De acordo com o Painel Nacional de Consumidores da Latin Panel, nas classes DE, o gasto com produtos de higiene pessoal representa 5% da renda. Já com itens de limpeza, apenas 2%.
Isso porque, diante do orçamento apertado, estas famílias acabam reduzindo o gasto com a cesta de limpeza caseira, buscando marcas mais baratas e, principalmente, canais alternativos de venda. Para se ter uma idéia, 55% dos lares compram água sanitária na porta de casa.
Necessidades não atendidas
Além disso, o estudo aponta que, no ano passado, as necessidades de higiene pessoal também não foram plenamente atendidas: mais de 430 mil lares não consumiram creme dental e outros 200 mil não compraram papel higiênico.
Isso porque ainda há necessidades de produtos alimentares que não estão sendo atendidas: na Grande São Paulo, 17% dos lares informaram que, ao melhorar a renda, vão às compras de alimento. Nas classes DE, estes dados chegam a quase 30%.
Nova cesta básica
Por isso tudo, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) vai levar ao governo federal uma proposta de inclusão de itens na cesta básica, especialmente gêneros de higiene pessoal e limpeza.
O objetivo do setor é permitir o acesso das classes C, D e E a esses produtos e estimular que a população adote cuidados com a higiene pessoal e do lar, indispensáveis para uma vida saudável.
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Entre os produtos sugeridos, estão absorvente higiênico, creme e escova dental, enxaguatório bucal, fralda descartável ou geriátrica, papel higiênico, água sanitária, detergente, adoçante, biscoitos e pescado fresco.