Consumo

Classe média movimenta 58% do crédito no Brasil

Classe C consumiu R$ 223,3 bilhões em alimentos, R$ 71,8 bilhões em saúde e R$ 61,6 bilhões em vestuário no ano passado

SÃO PAULO – A classe média brasileira, também conhecida como classe C, foi responsável pela movimentação de 58% do crédito do País em 2013, sendo que no período, eles gastaram mais de R$ 1,17 trilhão.

Os dados, que são do levantamento “Faces da Classe Média” realizado pela Serasa Experian e o Instituto Data Popular, mostram que a pirâmide de classes econômicas se transformou em um losango com o crescimento da classe média. Entre os fatores que influenciaram esse cenário estão a diminuição da pobreza e desemprego, aumento do salário mínimo e da renda, além do crescimento econômico em geral que o Brasil passou depois da implementação do Plano Real em 1994.

Fazem parte da classe C aqueles que têm renda domiciliar per capita entre R$ 320,01 e R$ 1.120 por mês. Vale lembrar que metade da população brasileira tem uma renda de até R$ 513 e somente 5% contam com uma renda per capita acima de R$ 2.450.

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Além disso, a tendência é de que a população pertencente a classe média cresça nos próximos anos. Em 2013, 54% dos brasileiros estavam classificados na classe C, enquanto 24% estavam nas classes DE e 22% nas AB. Já para 2023, a previsão é de que a 58% dos brasileiros façam parte da classe média, contra 33% das AB e somente 9% das DE.

Setores
No ano passado, a classe C consumiu R$ 223,3 bilhões em alimentos, R$ 71,8 bilhões em saúde e R$ 61,6 bilhões em vestuário. Já neste ano, os consumidores dessa classe pretendem comprar 8,5 milhões de viagens nacionais, 7,8 milhões de móveis para casa, 6,7 milhões de aparelhos de TV (impulsionado pela Copa do Mundo de 2014), 4,8 milhões de geladeiras e 4,5 milhões de tablets.

Para o presidente do Data Popular, Renato Meirelles, a classe média deixou de ser um segmento de mercado e para muitas categorias se tornou o principal público consumidor. “Entender as várias faces deste público é fundamental para que empresas e poder público desenvolvem estratégias mais eficientes de marketing e comunicação, afinal, estamos falando de mais de 100 milhões de pessoas”, afirma.