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Citigroup pretende lançar financeira no Brasil com foco em classes C e D

Juros baixos e prazos flexíveis seriam as formas para alcançar 5% do mercado brasileiro nos próximos cinco anos

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SÃO PAULO – Contrariando a estratégia adotada pelo grupo desde que se estabeleceu no país, o Citigroup acaba de anunciar que pretende investir R$ 17 milhões no lançamento de uma financeira no país.

A instituição, que até agora havia concentrado seus esforços na população de maior poder aquisitivo, agora pretende apostar nas classes C e D, ou seja, nas pessoas com renda entre R$ 500 e R$ 2 mil.

Potencial de crescimento animou Citigroup

Segundo o superintendente da CitiFinancial, Ricardo Fiúza, o enorme potencial de crescimento do mercado de credito ao consumo no Brasil foi o principal fator por trás da decisão do grupo de diversificar suas atividades no país.

Para ilustrar sua afirmação, Fiúza lembrou que a participação do credito ao consumidor no Brasil ainda é de apenas 4% do PIB (Produto Interno Bruto), percentual que chega a 12% em outros paises emergentes como a Coréia do Sul, por exemplo. Em países mais desenvolvidos, como os EUA e Canadá, este percentual varia entre 16% e 18% do PIB.

Assim sendo, o mercado brasileiro teria pelo menos o potencial de triplicar nos próximos anos, o que tomando como base o valor estimado de R$ 1,191 trilhão para o PIB do país em 2002, equivaleria a um aumento no volume de concessões na ordem de quase R$ 95 bilhões.

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Estratégia distinta do Citigroup

Como era de se esperar, o diretor do Citigroup Brasil, Gilberto Caldart, confirmou que a CitiFinancial deve atuar em áreas geográficas diversificadas seguindo uma estratégia distinta daquela adotada pelo Citibank no país.

A diferenciação se justifica, uma vez que a renda média do cliente do Citibank estaria em R$ 6 mil, mais do que o triplo da renda estimada dos clientes potenciais da financeira.

A intenção seria começar as atividades da financeira concentrando-se nas áreas de credito pessoal, seguro de vida e proteção ao crédito, para até o final de 2003 passar a atuar também na área de crédito direto ao consumidor, ou seja, em financiamentos de bens específicos como aparelhos eletrônicos, etc.

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Juros e prazos mais flexíveis são diferencial

A expectativa é de 80% a 90% dos empréstimos variem entre R$ 400 e R$ 2 mil, sendo que as taxas devem ficar inicialmente em 7,9% ao mês, bastante competitivas em comparação com a média cobrada pelas financeiras, que em março segundo a Anefac ficou em 12,72% ao mês.

Fiúza lembrou que os juros devem variar de acordo com o perfil do cliente e a estrutura do financiamento, sendo que a intenção é oferece uma estratégia mais flexível de pagamento, onde o cliente poderá escolher o número de parcelas e a data de vencimento, assim como efetuar pagamentos quinzenais.

A financeira já conta com três lojas na região metropolitana de São Paulo, mais precisamente no Centro, em Santana e em Osasco, sendo que a intenção seria a de abrir pelo menos mais seis lojas nesta região. Em um prazo de cinco anos, o CitiGroup espera contar com cem lojas do gênero espalhadas por todo o país, como forma de alcançar uma participação no mercado de pelo menos 5%.