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Citi altera recomendação às ações do Banco do Brasil e passa a sugerir venda

Para o grupo, as ações do banco subiram bastante e, além disso, pesa a pressão governamental para expansão do crédito

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SÃO PAULO – O Citi revisa suas projeções para as ações do Banco do Brasil (BBAS3), qualificando-as como de alto risco e estabelecendo preço-alvo de R$ 19,50. A recomendação da instituição, por sua vez, é de venda, com expectativa de queda anual de 3,5% no lucro por ação ao longo dos anos de 2009 a 2011.

Na comparação com seus pares, o banco tem apresentado uma performance mais vigorosa em bolsa nas últimas semanas: o preço de suas ações disparou 52% no acumulado do ano, com performance superior à de Bradesco e Itaú Unibanco. “O Banco do Brasil está agora correndo à frente de si mesmo”, dizem os analistas, declarando que os atuais fundamentos não parecem ser tão seguros na sustentação de toda essa alta.

O grupo também lembra o investidor da importante possibilidade de ingerência mais intensa por parte do Governo dentro da instituição financeira, resgatando os acontecimentos da última troca de presidentes do banco.

Carteira de crédito inchada

Adicionalmente, a atuação governamental no sentido de pressionar pela expansão do crédito concedido pelo banco preocupa: as tentativas de retomar o ânimo das operações de crédito via empréstimos do Banco do Brasil devem fazer com que a instituição seja forçada a aumentar suas provisões para devedores duvidosos em 2010 e 2011, principalmente.

Segundo acreditam os analistas da equipe do Citi, a carteira de crédito do banco deve crescer mais do que as de seus concorrentes no decorrer dos anos de 2009 a 2011, mesmo que não se compute a inclusão da carteira da Nossa Caixa – pela qual o banco pagou caro, afirmam. De acordo com as projeções, o crescimento dos empréstimos será da ordem de 25% no período de 2010 a 2011.