Cheques sem fundo aumentam em 2006, aponta Telecheque

Expansão do crédito favoreceu aumento da inadimplência, mas o quadro pode se reverter nos próximos meses

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SÃO PAULO – A inadimplência continua em alta no Brasil. Ao longo do ano de 2006, a quantidade de cheques devolvidos por falta de fundos aumentou 16 pontos base em relação ao ano anterior, de acordo com o estudo da Telecheque divulgado nesta quarta-feira (10).

No ano passado, as devoluções de cheques atingiram 2,47% do total de folhas compensadas, contra os 2,31% registrados em 2005. O valor médio dos cheques transacionados no ano também subiu, passando de R$ 114,00 para R$ 132,00, alta de 15,63%.

Tendência de queda

O aumento das dívidas em atraso pode ser explicado pela expansão da oferta de crédito ao longo de 2005, em especial a modalidade de empréstimo consignado. No entanto, o quadro deve se reverter nos próximos meses.

“Agora notamos um movimento inverso, em que há maior incentivo às renegociações de dívidas, receio do consumidor na tomada de crédito e maior cuidado do mercado financeiro na liberação de crédito”, aponta o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto.

Já em relação aos números de dezembro, o indicador apresentou comportamento diferente, registrando queda de 20 pontos base em relação ao mesmo mês de 2005. O índice atingiu 1,47% no último mês de 2006, frente ao 1,67% verificado um ano antes. Em relação a novembro (1,93%), a taxa de inadimplência caiu 46 pontos base.

Análise estadual

Analisando o comportamento anual da inadimplência nos diversos estados do País, a Telecheque aponta o Maranhão como o líder em cheques devolvidos. O índice foi de 3,52% em 2006, 101 pontos base a mais que em 2005 (2,51%).

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O Amazonas ficou com o segundo lugar no ranking de cheques sem fundos, com 3,42% de taxa de inadimplência. Entretanto, o resultado é 29 pontos base menor que o do ano anterior (3,71%). O Pará ocupa a terceira posição, com 3,13% de cheques devolvidos, 40 pontos base a menos que em 2005 (3,53%).

Já o estado de Santa Catarina teve a menor taxa de inadimplência do país no ano passado: 1,69%. No entanto, o índice é 22 pontos base maior que o verificado em 2005 (1,47%). Em seguida, vêm Goiás, com 1,73% de inadimplência, 13 pontos base menor que um ano antes (1,86%) e Alagoas, que teve 1,75% de cheques devolvidos, um recuo de 46 pontos base diante de 2005 (2,21%).

Sudeste

Dentre os estados do Sudeste do Brasil, Minas Gerais foi o campeão da inadimplência em 2006. Os mineiros tiveram 2,91% de cheques devolvidos, 47 pontos base a mais que no ano anterior, quando a taxa atingiu 2,44%.

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O segundo estado da região no quesito inadimplência foi o Espírito Santo, com 2,84% de índice de cheques sem fundos. O resultado é 69 pontos base maior que o verificado em 2005 (2,15%).

Na seqüência, vêm o Rio de Janeiro e São Paulo, com 2,74% e 2,12% de índices de inadimplência, respectivamente. Os números são 22 e 9 pontos base inferiores a um ano antes (2,96% e 2,21%, respectivamente).