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SÃO PAULO – O indicador de inadimplência da Serasa é o único no mercado brasileiro a incluir todas as formas de pagamento existentes no país. Desta forma, é possível acompanhar de forma mais completa a evolução da inadimplência tanto entre empresas quanto entre pessoas físicas. Até porque a análise do Serasa permite calcular o índice de representatividade de cada meio de pagamento para a inadimplência registrada no país.
Cheques sem fundo perdem espaço
Com base em informações da própria Serasa, nos últimos três anos, os cheques sem fundo têm perdido representatividade na inadimplência total, que inclui tanto empresas quanto pessoas físicas.
No acumulado dos dez primeiros meses de 2002, os cheques sem fundo respondem por 37% do total do indicador de inadimplência da Serasa. Este percentual indica uma queda na participação dos cheques no total da inadimplência já que, em 2000, o percentual era de 48%, caindo para 42% em 2001 e finalmente 37% em 2002. Apesar disto, os cheques sem fundo ainda são os maiores responsáveis pela inadimplência total do mercado brasileiro.
Cartões ganham espaço
Em sentido contrário ao dos cheques, os cartões de crédito têm ganhado espaço no índice de representatividade da inadimplência da Serasa. Esta tendência na verdade reflete a maior penetração dos cartões de crédito como meio de pagamento no país, substituindo principalmente os cheques pré-datados.
Desta forma, nos primeiros dez meses de 2002, os cartões de crédito responderam por 31% dos casos de inadimplência registrados no país, o que sugere um crescimento em relação aos percentuais registrados em 2001 e 2000, que foram de 26% e 24%, respectivamente.
Bancos e protestos são minoria
Também registraram aumento de representatividade os casos de inadimplência com bancos, cujo percentual no total dos casos de inadimplência subiu de 16% em 2000, para 23% em 2001 e finalmente 25% em 2002. Em todos os casos, o índice de representatividade foi medido apenas para os dez primeiros meses de cada ano.
Por último, ficaram os títulos protestados, que responderam por 7% do volume total de inadimplência no acumulado até outubro deste ano. Com isto, os títulos perderam espaço no que refere a representatividade na inadimplência total, já que em 2001 sua participação foi de 8% e em 2000 de 11%.