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SÃO PAULO – A inadimplência dos consumidores que pagaram suas contas com cheques sofreu forte queda em junho, de acordo com o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). No mês passado, o volume de registros na base de informações do serviço foi 16,65% inferior a maio deste ano e 11,60% menor ao que foi verificado no mesmo mês em 2005.
Em compensação, o volume de reabilitações de crédito a partir da quitação de um débito realizado com cheque também diminuiu no mesmo período.
Consumidor não procurou credor
“O consumidor não procurou o credor para pagar os cheques com problemas”, alerta o SPC. No sexto mês do ano, o total de exclusões dos registros do SPC a partir de pagamento de cheques ficou 13,89% abaixo do registrado em maio último. Na comparação com o mesmo período do ano passado a queda é ainda maior, de 19,47%.
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Para o presidente do SPC Brasil, Araken de Carvalho Novaes, essa retração nas exclusões se deve à política adotada pelas instituições bancárias, que abririam contas e emitiriam talões de cheque “indiscriminadamente” aos novos clientes. Para Novaes quanto maior o número de usuários do sistema bancário, maiores são as chances de inadimplência.
95 milhões de contas abertas em 2005
O SPC cita a pesquisa do Banco Central, que aponta para um crescimento de 49,3% no volume de contas-correntes abertas no ano passado em comparação com o ano 2000. Foram 95,1 milhões de novas contas; crescimento de 5,4% em relação a 2004.
Na opinião de Novaes, os cheques acabam desmoralizados no mercado. Tanto que alguns comerciantes preferem não receber o título em função de prejuízos sofridos.