Cheques exigem cuidado redobrado do comerciante no início do ano

Alerta foi feito pela Fecomercio, que publicou um artigo sobre o assunto. O principal problema é o preenchimento da data

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SÃO PAULO – Com o início de um novo ano, são comuns os erros na hora de preencher a data nos cheques. Pelo menos no começo do ano, em janeiro, o consumidor tende a colocar no papel o ano anterior.

O alerta foi feito pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), que, em dezembro, publicou um artigo sobre o assunto em seu site.

A postura dos bancos

De acordo com a entidade, embora não sejam obrigados por lei, muitos bancos aceitam cheques preenchidos com a data do ano anterior, mas somente até o final de janeiro. Para que esses cheques sejam aceitos, não devem conter rasuras nem serem prescritos (180 dias a partir da data de sua emissão).

Os empresários precisam se atentar também à data de recebimento de cheques com a data do ano anterior e ao prazo para troca nos bancos, sob o risco de não receberem o dinheiro devido.

Cuidados em qualquer época do ano

Segundo a Fecomercio-SP, mesmo com o aumento da utilização dos meios eletrônicos (cartões) nos últimos anos, o cheque continua sendo bastante utilizado como forma de pagamento, sendo o segundo meio mais utilizado no Brasil – em termos absolutos, 23,5% – ficando atrás apenas dos cartões de crédito (26,9%).

Esses dados são de 2006. Para se ter uma idéia da evolução dos demais meios de pagamento em detrimento dos cheques, em 2001, o percentual de uso do cheque era de 52,1% e dos cartões de crédito de 17,1%. Confira na tabela a seguir:

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Meio de pagamento 2001 2006
Cheque 52,1% 23,5%
Cartão de crédito 17,1% 26,3%
Transferência de crédito interbancária 16% 19%
Débito direto 8% 11,6%
Cartão de débito 6,8% 19,7%

Fonte: Banco Central do Brasil

Como se pode perceber, os cheques continuam sendo muito utilizados, de maneira que os empresários devem ter atenção redobrada com eles durante todo o ano. Veja o que a cartilha elaborada pela Fecomercio recomenda:

Com relação à verificação de procedência:
  • Exija cartão do banco e identidade do portador do cheque. Empresas e entidades devem apresentar o número do CGC;
  • Cheque a autenticidade dos documentos (CPF e RG);
  • Exija comprovante de endereço e renda e cheque a varacidade;

Quanto às consultas:
  • Consulte a Serasa e entidades de serviços de proteção ao crédito. Essas entidades mantêm a disposição de quaisquer interessados um banco de dados sobre cheques roubados, extraviados, sustados ou cancelados. A consulta é fácil e pode ser feita por telefone;
  • Verifique se o preenchimento do cheque está correto.

Quanto à gestão de crédito:
  • Anote dados do emissor do cheque no verso e em cadastro próprio;
  • Mantenha um cadastro completo de todos os clientes, principalmente para as vendas com cheques;
  • Desconfie de folhas de cheque soltas, sem o talão;
  • Evite cheques de terceiros;
  • Raspe com a unha a parte onde constam o nome do cliente e o número do cheque. Se a tinta sair, desconfie;
  • Desconfie de manchas e borrões;
  • Não aceite cheques com rasuras;
  • Para verificar se ocorreu clonagem ou colagem do cheque, coloque-o contra a luz, dobre a folha e movimente as laterais, pois a parte colada geralmente descola. A fraude ainda pode ser percebida pela descontinuidade da linha vertical de segurança;
  • Repare os pequenos detalhes impressos nas folhas; as copiadoras dificilmente os reproduzem com total fidelidade;
  • Verifique se os números impressos em código de barras no rodapé da folha de cheque conferem com os números impressos na parte superior do cheque;
  • Observe se as logomarcas e desenhos com tintas especiais, quando escaneados, mudam de cor;
  • As folhas verdadeiras apresentam diferentes linhas de segurança. Quando clonadas, todas as folhas apresentarão linhas iguais.
  • Preste atenção à reação do cliente, quando estiver realizando consultas ou checando documentos. Se a pessoa demonstrar inquietações, procure fazer perguntas adicionais. Boa parte dos cheques devolvidos podem ser evitados, se o profissional estiver treinado.