Cheques devolvidos atingem segundo maior nível desde 1991, revela Serasa

Dívidas em atraso chegaram a 2,06% em novembro, atrás apenas do resultado de março deste ano (2,08%)

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SÃO PAULO – A inadimplência do cheque subiu ainda mais em novembro e registrou novo recorde, alcançando a marca de 2,06%, a segunda maior desde 1991, ficando atrás apenas da taxa observada no mês de março deste ano (2,08%).

De acordo com o levantamento da Serasa, divulgado nesta quinta-feira (29), a taxa observada de novembro superou a de outubro (1,97%) em 9 pontos base. Se compararmos com novembro de 2004 (1,63%), o aumento chega a 43 pontos base, o que acentua ainda mais a ocorrência de cheques devolvidos por insuficiência de fundos.

Pré-datados explicam o resultado

Em números absolutos, foram compensados no Brasil 157,4 milhões de cheques no último mês de novembro, dos quais 3,2 milhões foram devolvidos. Em outubro, houve um total de 3,1 milhões de devoluções, e em novembro de 2004, 2,9 milhões.

A alta confirma a tendência de crescimento da taxa de cheques devolvidos verificada nos últimos meses. A Serasa atribui o maior endividamento da população à expansão do crédito, além da elevada taxa de juros ainda praticada pelo Banco Central.

Além disto, a falta de análise apropriada do risco de inadimplência por parte das empresas também é um dos fatores que colaboram para o crescimento do indicador.

Acumulado em 2005

No acumulado dos onze primeiros meses de 2005, foram devolvidos 33,4 milhões de cheques, diante do total de 1,8 bilhão de compensações, o que resulta numa taxa de devolução de 1,88% entre janeiro e novembro. A média do mesmo período de 2004 foi de 1,59%, ocasionando um aumento de 29 pontos base no período.

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Para colaborar com a queda nos indicadores de inadimplência, a Serasa aconselha as empresas a adotarem práticas adequadas na concessão de crédito, tais como a monitoração contínua do risco da carteira de clientes e a definição de políticas de crédito seguras.