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SÃO PAULO – Você consulta o seu extrato do banco e percebe um certo dinheiro “a mais”. Com o orçamento apertado, parece que o crédito ali prontinho para ser utilizado surgiu em ótima hora e, com isto, você incorpora ao seu orçamento mensal o famoso limite do cheque especial. E é aí que uma verdadeira bola de neve é criada.
Dívida pode ser triplicada em um ano
Os juros do cheque especial estão entre os mais caros nas operações de crédito. De acordo com um estudo elaborado pela Pro Teste, junto a 14 grandes bancos brasileiros, os juros cobrados no crédito pré-aprovado chegam a uma média de 100% ao ano.
Em casos mais extremos, como foi percebido no Citibank e Safra, os juros ultrapassam 300% ao ano, já que as instituições cobram 12,9% ao mês. Para clientes especiais estas taxas tendem a ser reduzidas, porém não deixam de continuar em patamares bastante elevados, capazes de levar qualquer orçamento para o vermelho.
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No caso do Citibank, por exemplo, os juros chegam a cair para 9,68% ao mês. Estas vantagens, segundo a Pro Teste, estão ligadas a fatores como renda, idade e relacionamento do cliente com o banco, muito embora uma considerável parte dos consumidores sequer saiba de tal beneficio.
A Pro Teste critica a falta de acesso a este tipo de informação, já que o consumidor acaba gastando mais do que devia pela ausência de clareza nas regras das instituições financeiras. E como se não bastassem os elevados juros, os bancos ainda lucram de forma significativa com a cobrança de taxas para a análise de crédito, concessão, renovação e até para a manutenção do serviço.
Em último caso
Por estas “simples” razões, fica evidente que o consumidor deve fugir o quanto puder do cheque especial. Imagine uma pessoa que utiliza R$ 500 do limite em um mês. Com os juros a 12,9%, por exemplo, ele pagará R$ 64,5 pela sua utilização. Com isto, sua dívida passou para R$ 564,50. No mês seguinte, ele não cobre o débito e utiliza o mesmo valor. Considerando os mesmos juros, o acréscimo será de R$ 72,82. Em apenas dois meses, a dívida que era de R$ 500 dá um salto para R$ 637,32. Agora, imagine simplesmente tornar sua utilização um hábito recorrente!
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Mas, apesar das cobranças elevadas, o Banco Real oferece um caminho alternativo e vantajoso a seus clientes: utilizar o cheque especial por 10 dias em um mês não incorre em cobrança de juros algum. Entretanto, se o empréstimo não for por um curtíssimo tempo, a partir do 11º dia os juros podem passar da casa dos 150% ao ano.
Diante disto, a Pro Teste aconselha a não utilização das linhas de cheque especial pelos clientes bancários. Caso realmente não haja qualquer saída, recomenda procurar pelas opções consideradas menos desvantajosas, como aquelas que oferecem juros mais baixos, por exemplo.