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SÃO PAULO – Atravessar a rua em São Paulo exige muita atenção, sobretudo nos grandes cruzamentos, onde o fluxo de carros é intenso e vem de várias direções. Apesar da existência de sinais de pedestre nesses locais, em muitos casos o tempo necessário para a travessia é maior.
Diante de reclamações de que, em alguns casos limites, a travessia é praticamente impossível, a menos que o pedestre esteja preparado para correr, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) afirmou ser contrária ao aumento do tempo de duração da fase de vermelho, na qual o sinal permanece piscando, e que serve para sinalizar ao pedestre que ele tem poucos segundos para terminar sua travessia.
O diretor de operações da CET, Adauto Martinez, é contrário à proposta de que o sinal se mantivesse em vermelho piscante durante o período necessário à travessia da rua. Martinez argumenta que essa mudança poderia aumentar a imprudência entre alguns pedestres, que passariam a sair da calçada durante a fase do vermelho piscante, o que não é recomendável. Já que o vermelho piscante serve de alerta para os pedestres que já começaram a travessia.
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Abusos dos dois lados
O diretor da CET também ressalta que é preciso considerar os dois lados: motoristas e pedestres, uma vez que o aumento da duração do vermelho piscante poderia tornar o trânsito mais lento.
Na sua visão, existem abusos dos dois lados: alguns pedestres demoram demais para concluir a travessia, mesmo após a sinalização vermelha; enquanto muitos motoristas não esperam o pedestre concluir a travessia quando o sinal fica vermelho piscante e avançam o sinal. Apesar do motorista estar obrigado por lei a esperar a travessia, o diretor do CET concorda que quase não são aplicadas multas desta natureza.
Em duas etapas
Ainda que a CET tente programar os semáforos de forma que o pedestre possa efetuar a travessia em uma etapa, nas grandes avenidas muitas vezes isso não é possível. Nesse sentido, a CET estuda uma campanha educacional, através da qual o pedestre seria orientado por meio de placas a efetuar a travessia de grandes avenidas em duas etapas, parando, portanto, no canteiro central.
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Ainda que concorde com o diretor da CET de que o aumento da duração do vermelho piscante poderia induzir a imprudência entre alguns pedestres, o professor da Escola Politécnica da USP, Hugo Pientrantonio, considera que a CET deve garantir que a fase vermelho piscante tenha ao menos seis segundos.