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SÃO PAULO – No início de setembro o Departamento Nacional de Trânsito (Detran) decidiu liberar o uso do celular no trânsito, desde que utilizado o aparelho de viva-voz, proibindo assim a utilização dos fones de ouvido, que são mais acessíveis aos motoristas pelo seu preço, que costuma ser bem inferior ao preço de instalação do viva-voz.
Não bastassem essas mudanças, pouco mais de um mês depois a prefeitura de São Paulo decidiu restringir ainda mais o uso do aparelho. Conforme a lei sancionada pela prefeita, Marta Suplicy, publicada nesta terça-feira, dia 15, no Diário Oficial do Município, ficou proibido o uso de celular nos postos de gasolina.
Apesar da lei ainda depender da aprovação de um decreto para que seja regulamentada de vez, o motorista já deve começar a tomar cuidado com relação ao uso do celular nos postos de gasolina. Isto porque a multa a ser cobrada caso a lei seja desrespeitada será de R$ 400, devido tanto pelo motorista, como pelo dono do posto. Além disso, em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado.
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Motivos não são claros
A prefeitura utilizou como argumento o fato de que as faíscas produzidas possivelmente pelo mau funcionamento de alguns aparelhos poderiam ser possíveis causadoras de uma eventual combustão com o gás que emana do combustível no momento do abastecimento do veículo.
Não há dúvidas de que a medida pode parecer um tanto quanto paranóica num primeiro momento, mas segundo o vereador Wadih Mutran (PPB), autor do texto da nova lei, a decisão é preventiva no sentido de evitar possíveis acidentes, em um local que por natureza apresenta sérios riscos de explosão.
Em contrapartida, o engenheiro eletrônico, Paul Jean Etienne Jeszensky, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, acredita que a medida, embora preventiva, não apresenta bons fundamentos. Levando em consideração a faísca produzida por um aparelho celular com uma quantidade mínima de gás que sai do combustível, o risco de uma explosão é muito pequeno.
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O engenheiro afirma que para haver algo sério, seria necessário uma concentração considerável de gases. Contudo, como o texto da lei não apresenta detalhes técnicos sobre o veto ao uso do celular, então não se sabe ao certo o real motivo de preocupação.