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SÃO PAULO – Diante da dificuldade de adaptar os diversos celulares existentes no Brasil para se tornarem formas de pagamento, as empresas de cartões buscaram um novo modelo de negócio: o comerciante receber por meio do celular, em vez de o cliente emitir uma ordem de pagamento do telefone dele.
“São milhares de clientes, com centenas de aparelhos celulares diferentes. Criar um ambiente que funcione em todos os modelos se tornou díficil. Descobrimos então que, se deixarmos os celulares na mão do comerciante, ele recebe via celular, em uma transação rápida, moderna e que pode acontecer em qualquer lugar onde o cliente esteja”, afirma Gustavo Chicarino, diretor de estratégia da Ticket.
Para os clientes, Chicarino afirma que o benefício é a simplicidade da transação. “Sem pagar nada a mais por isso, o consumidor pode, por exemplo, pedir comida em um delivery e pagar por meio do cartão pré-pago, sem precisar sair de casa. Acabou aquela história de: ah, não vou pedir comida, porque esqueci de tirar dinheiro”, exemplifica.
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Segurança
Ainda segundo o executivo, uma das maiores barreiras é o medo que as pessoas têm de digitar sua senha em um celular. “É comum essa insegurança. No caso de um serviço delivery, por exemplo, o aparelho celular será levado ao cliente por um entregador da empresa. É comum que a pessoa se sinta insegura de digitar sua senha na frente dele. Ou ainda como saber se ele não vai, depois, mexer no celular, para ver se a senha não ficou gravada?”, conta.
A solução encontrada é que a senha seja incluída no aparelho por meio de um teclado virtual, muito utilizado por internet bankings. “Assim a pessoa não digita a senha. Ela navega pelas setas do celular pelo teclado virtual e clica em ok nos números certos. Além disso, essa informação é 100% criptografada, diminuindo imensamente a possibilidade de fraudes e golpes”.
Custos
Outro benefício ao comerciante, que pode ser revertido ao consumidor, é o custo. Chicarino explica que ter o celular em um estabelecimento é bem mais barato do que ter a tradicional maquininha do cartão e que os custos de mantenção também são mais baratos. “Além disso, o gasto com ligações telefônicas, necessárias nas máquinas de cartão, é totalmente eliminado, já que, via celular, é preciso apenas um pacote de dados, bem mais barato. E quem sabe o comerciante não repassa essa economia aos seus clientes, diminuindo os preços dos produtos”, completa.