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SÃO PAULO – Os ânimos voltam a estremecer na Europa. Em meio ao rebaixamento do rating da Grécia por parte da Moody’s e a queda brusca na confiança do investidor alemão, os CDSs (Credit-Default Swap) dos países europeus exibem forte avanço nesta terça-feira (15).
No tocante à Grécia, o caso é dramático. Os derivativos de crédito sinalizam 48% de probabilidade do país decretar moratória dentro de cinco anos.
Para se ter uma idéia, o custo para securitizar US$ 10 milhões em bônus gregos de cinco anos saltou de US$ 43,5 mil para US$ 799 mil por ano, fazendo com que a Grécia figure no terceiro lugar dentre os CDSs soberanos mais custosos, atrás apenas de Venezula e Argentina. As informações são da CMA DataVision.
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PIIGS voltam ao epicentro
Com relação aos demais PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, na sigla em inglês), a situação também não é animadora. Os CDSs da Espanha avançam 13,5 pontos-base, para 246 pbs. No caso de Portugal e Itália, as altas são de 19 e 12 pbs, para 321 e 203, respectivamente. Já os CDSs irlandeses são os mais impactados, avançando 14 pbs, para 253.
Europa alerta: CDSs em alta
Os temores deflagrados pela Grécia não se limitam apenas aos PIIGS. De acordo com informações do Markit Group, os seguros contra default mensurados pelo Markit iTraxx Crossover, índice de 50 empresas europeias com as piores notas de crédito, sobem 8 pontos-base, para 583,5 pontos-base. Do mesmo modo, os CDSs do Markit iTraxx Fianancial Index, índice de 25 bancos e seguradoras, sobem 4 pontos-base, para 171 pontos-base.
Por fim, os CDSs do Markit iTraxx Europe, constituído por 125 empresas europeias com grau de investimento, exibem alta de 2,5 pontos-base, para 128,75 pbs.