Catálogo de produtos sustentáveis na internet ajuda na decisão de compra

Cidadão poderá analisar informações pertinentes sobre impactos ambientais associados à produção e ao consumo

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SÃO PAULO – Para que o consumidor, antes de sair de casa, possa checar quais produtos causam menos impacto ambiental, está disponível na internet o Catálogo de Produtos e Serviços Sustentáveis, elaborado pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

“O consumidor terá acesso, por meio do catálogo, a informações sobre matéria-prima, processo produtivo, legislação pertinente e impactos ambientais associados à produção e ao consumo de bens e serviços”, disse a advogada Luciana Stocco Betiol, que participou da elaboração do projeto.

A página www.catalogosustentavel.com.br foi desenvolvida pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da FGV, com apoio do Banco Real. Há pouco mais de um mês no ar, já foram feitos 13 mil acessos.

Critérios

Os produtos apresentados foram selecionados por meio de critérios como eficiência energética, origem renovável de recursos, toxidade, gestão de resíduos, impactos globais, racionalização e outros. O centro de pesquisas pretende ampliar os critérios para aspectos sociais.

“Com o tempo, esperamos que este catálogo seja um impulsionador de boas práticas produtivas, passando a ser possível exigir no mínimo dois, três, quatro ou mais critérios para a inclusão de um produto. Assim que surgirem produtos mais sustentáveis do que os que se encontram hoje no catálogo, estes produtos serão retirados, dando lugar aos que respondem a critérios mais exigentes”, disse Luciana.

Como surgiu

O conteúdo foi produzido para o projeto de análise de compras do estado de São Paulo, para a Secretaria do Meio Ambiente, em 2006, mas acabou sendo aperfeiçoado e disponibilizado ao consumidor. De acordo com Luciana, cabe ao cidadão usar os dados para maximizar os aspectos positivos e minimizar os negativos de seu próprio consumo.

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É importante ressaltar que a presença do produto não significa uma certificação. “O consumidor deve ter muito claro que não somos uma instituição certificadora, tampouco temos qualquer interesse em promover comercialmente este ou aquele produto”, afirmou.

A intenção é de que o projeto evolua e o cadastro passe a ser atualizado anualmente. “Hoje, o que temos é a consolidação em um ambiente virtual de pesquisas realizadas nos anos de 2006 e 2007, para governos sub-nacionais, por isso a sua limitação a algumas famílias de produtos”, finalizou Luciana.