Em minhas-financas / cartoes

Goldman Sachs recomenda compra de Itaú Unibanco e Bradesco no setor financeiro

Sob previsões mais favoráveis para a economia, analistas preferem bancos em detrimento a Redecard e BM&F Bovespa

v class="show-for-large id-0 cm-clear float-left cm-mg-40-r cm-mg-20-b" data-show="desktop" data-widgetid="0" style="">
SÃO PAULO - O relatório do Goldman Sachs atualizando perspectivas para o setor financeiro brasileiro repercute no pregão desta segunda-feira (20) na BM&F Bovespa. Enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) ajudam a sustentar a alta do Ibovespa, após o banco passar a recomendar compra às ações, Redecard (RDCD3) e BM&F Bovespa (BVMF3) ocupam a ponta negativa do índice, com o downgrade dado pelos analistas.

As alterações indicam uma mudança de postura da instituição financeira norte-americana, que admite identificar agora mais riscos nos papéis da operadora de cartões de crédito e da bolsa brasileira, em detrimento aos principais bancos privados do País. Em dezembro, o Goldman Sachs preferia ativos "não bancos" no setor.

"No acumulado do ano, os bancos brasileiros tiveram desempenho relativamente abaixo da média do mercado com preocupações sobre crescimento e qualidade dos ativos. Vemos aumento das evidências de que a desaceleração corrente está se aproximando do fim", destaca a equipe do banco dos EUA.

Bancos
Sob previsões macroeconômicas mais favoráveis para a economia do Brasil, a crença é de que os números dos dois bancos no terceiro trimestre já comecem a mostrar sinais de recuperação liderados por um avanço sólido de empréstimos. "Isso é consistente com a mensagem que temos ouvido da administração dos grupos".

Nas novas estimativas do Goldman Sachs, o preço-alvo para 12 meses dos papéis preferenciais do Itaú Unibanco é de R$ 39,40. No caso do Bradesco, o preço-alvo para 12 meses estipulado é de R$ 35,70. Ambos equivalem a um potencial de valorização de cerca de 23%.

Neutro
Em contrapartida, outros dois papéis componentes do setor financeiro perderam a recomendação de compra a passaram para neutra. Enquanto incertezas sobre o arcabouço regulatório geram preocupação com Redecard, o forte histórico recente tornou a BM&F Bovespa menos atrativa.

"Na nossa visão, há agora sinais de que a Redecard irá enfrentar maior competição do que prevíamos anteriormente", acrescenta o Goldman Sachs. Quanto à BM&F Bovespa, apesar dos ganhos de 100% das ações em 2009, há menor confiança sobre a manutenção deste ritmo de alta nos próximos trimestres.

O banco atribui um preço-alvo para 12 meses de R$ 33,00 às ações ON da Redecard, correspondendo a um potencial de alta de 15%. Com relação à BM&F Bovespa, o preço-alvo para 12 meses é de R$ 13,90 - potencial de 16%.

 

Contato