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Ações da VisaNet fecham com ganhos de 11,8% em estreia na BM&F Bovespa

Após 70,1 mil negócios, papéis movimentam R$ 2,89 bilhões e inflam volume do pregão; valor de mercado atinge R$ 22,8 bilhões

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SÃO PAULO - Se a estreia das ações ordinárias da VisaNet (VNET3) simboliza o incipiente retorno dos IPOs (Initial Public Offerings) na BM&F Bovespa, só o futuro irá dizer, mas o fato é que ela confirmou as expectativas de uma entrada na bolsa com pé direito. De quebra, a novata já ameaça se inserir na elite das blue chips do Ibovespa.

O pregão de segunda-feira (29) viu os papéis da processadora de meios eletrônicos de pagamento fecharem com ganhos de 11,8%, para R$ 16,77. Listados no Novo Mercado, os ativos VNET3 iniciaram cotados a R$ 17,10, o equivalente a uma alta de 14% em relação ao valor estabelecido pelo procedimento de bookbuilding realizado no âmbito da oferta pública, que foi de R$ 15,00.

Durante a maior parte do dia, as ações oscilaram na faixa dos R$ 16. Mais perto do fechamento, uma pressão compradora ganhou fôlego e elas ultrapassaram o patamar dos R$ 17 novamente. Mas a trajetória perdeu força no final, após 70,1 mil negócios que movimentaram R$ 2,89 bilhões - disparado o maior volume da bolsa, que terminou com giro de R$ 6,4 bilhões. Na máxima, o papel chegou a valer R$ 17,35 - valorização de 15,7%. O índice paulista encerrou em alta de 1,27%.

Valor de mercado
Considerando a cotação de fechamento, o valor de mercado da VisaNet atingiu R$ 22,8 bilhões, o que coloca a companhia entre as 15 maiores empresas de capital aberto do País em termos de valor de mercado. O valor supera os R$ 20,8 bilhões da Redecard (RDCD3) que sentiu a forte desvalorização de 4,32% dos papéis nesta sessão, para R$ 31.

Cabe lembrar que na distribuição secundária foram colocadas 559.813.928 ações ordinárias da VisaNet, com exercício do lote principal, do suplementar e de parte do adicional, configurando uma captação de R$ 8,397 bilhões, conforme informações da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Dessa forma, a VisaNet ultrapassa os IPOs anteriores e ganha o posto de maior oferta inicial da história da bolsa paulista. Atrás da empresa de cartões de crédito ficam as ofertas da OGX Petróleo (R$ 6,7 bilhões), da Bovespa Holding (R$ 6,6 bilhões), da BM&F (R$ 6,0 bilhões) e da Redecard (R$ 4,6 bilhões).

Pé direito?
A história do IPO mais esperado do ano conta com alguns capítulos negativos. O Bradesco BBI, coordenador líder da distribuição, excluiu 23 corretoras do processo de colocação dos papéis, ao identificar a veiculação de material publicitário fora das diretrizes dos normativos da CVM.

Como a saída de 19 instituições foi informada na data de encerramento do cronograma para realizar a reserva das ações, o coordenador prorrogou por mais um dia o período de reservas. Depois, a empresa informou que houve um rateio de 38,35% na oferta de varejo. Estima-se que cerca de 80% da oferta tenha ficado com investidores estrangeiros.

Visa em NY
Lá fora, lá atrás, a abertura de capital da Visa, em março de 2008 na NYSE, registrou alta de 28,41% dos papéis, que apareciam cotados a US$ 56,50 ao final de seu primeiro pregão.

Cabe mencionar que o preço das ações durante o processo de abertura de capital da Visa ficou em US$ 44,00 cada, acima do intervalo estimado pelos coordenadores da oferta (US$ 37,00 a US$ 42,00). Por aqui, a precificação dos ativos da VisaNet (R$ 15,00) ficou no teto das estimativas.

 

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