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SÃO PAULO – Os cartões pré-pagos, aqueles em que o cliente faz uma recarga e depois gasta o valor depositado, estão cada vez mais populares no Brasil. Para se ter uma ideia, a previsão é de que apenas em 2010 eles movimentem R$ 90 bilhões.
“Esses cartões trazem muitos benefícios aos consumidores. Se compararmos eles com o dinheiro, seu principal concorrente, ele oferece mais segurança e mais controle do orçamento para seu portador. Em comparação aos cartões de crédito e débito, a vantagem é que não precisa ser correntista de um banco para tê-los, é possível comprar em um jornaleiro, uma agência de viagens”, explica o gerente de cartões pré-pagos da Visa do Brasil, Tiago Moherdaui.
Dessa forma, por exemplo, é possível que um adolescente utilize o cartão para pagar suas contas, sem que ele tenha que ser dependente em uma conta dos pais, e evitando que ele gaste mais do que se espera, já que poderá gastar apenas o valor pré-depositado.
Popularização
Moherdaui conta ainda que, embora no Brasil as formas mais populares de cartão pré-pago sejam os de serviços (vale-refeição, vale-combustível) existem novas modalidades que também são bastante utilizadas.
“Muita gente usa o cartão pré-pago para presentear, por exemplo”. O executivo conta ainda que a empresa onde atua tem um outro cartão pré-pago muito utilizado, o TravelMoney, que funciona como um traveller check que pode ser usado para saques em moeda local em todo o mundo.
Novidade
O executivo conta também que, um tipo de cartão pré-pago muito utilizado no exterior para fazer compras na internet também deve chegar ao Brasil em breve. “Já temos essa solução. Estamos agora trabalhando com os comerciantes para que eles aceitem essa forma de pagamento”.
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Esse novo cartão poderia colocar fim ao medo que muitas pessoas tem de fazer compras pela internet e disponibilzar os dados do seu cartão de crédito na rede, já que a pessoa pré-carregaria ele apenas com o valor que seria utilizado em sua compra, evitando, assim, golpes, já que, mesmo que os números caíssem nas mãos de um fraudador, não haveria crédito, nem limite para que um golpe fosse aplicado.