Cartão de crédito representa 73% das dívidas da alta renda em SP

Paulistanos que ganham mais de dez mínimos tinham mais dívidas com a moeda de plástico em dezembro

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SÃO PAULO – Débitos com cartão de crédito lideraram o ranking do tipo de dívidas dos paulistanos em dezembro do ano passado, principalmente daqueles com rendimentos acima dos dez salários mínimos. Débitos com a moeda de plástico representaram 73,85% das dívidas desse segmento da população.

Considerando aqueles com ganhos de até três mínimos, os débitos do cartão de crédito representaram 66,36% de todas as dívidas. Já entre os que ganham de quatro a dez salários mínimos, esse tipo de dívida representou 68,03% do total.

Ao todo, no último mês, o cartão de crédito liderou as dívidas dos paulistanos endividados, com 68,18% de representatividade, de acordo com dados divulgados pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de São Paulo).

Carnê e crédito pessoal
Carnês ficaram em segundo lugar do ranking, respondendo por 33,9% das dívidas dos paulistanos. Os consumidores de baixa renda foram os que mais se endividaram com essa forma de pagamento, que representou 42,99% das dívidas dessa parcela da população no último mês de 2009.

Entre aqueles com ganhos acima dos dez salários mínimos, débitos com carnês representaram 7,69% de todas as dívidas do mês. Na faixa de renda intermediária – entre quatro e dez salários mínimos -, esse tipo de dívida respondeu por 33,2% do total.

O crédito pessoal também aparece na lista dos tipos de dívidas contraídas pelos paulistanos, representando em dezembro 12,50% do total dos débitos.

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Segmentando a análise, os consumidores de baixa renda foram os que mais contraíram esse tipo de dívida, que respondeu por 14,49% dos débitos. O crédito pessoal também entrou nas contas dos paulistanos de renda intermediária e dos de renda mais alta, representando 11,07% e 12,31% do total das dívidas em dezembro.

Outras dívidas
No último mês, os consumidores também contraíram débitos no cheque especial, que representou 8,33% do total das dívidas, e também no cheque pré-datado (3,60%).

Ainda apareceram nas contas dos consumidores débitos com crédito consignado (1,14%), financiamento de carro (7,95%) e financiamento imobiliário (1,70%).

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Dívidas comprometem orçamento
Segundo o levantamento, em dezembro, o pagamento das dívidas comprometiam o orçamento de 29,8% dos paulistanos por mais de um ano. Para 28,9%, o comprometimento é de até três meses e para 22%, o pagamento compromete entre três e seis meses o orçamento familiar. Os débitos comprometem entre seis meses e um ano as finanças de 18% dos consumidores.

Considerando as faixas de renda, aqueles que ganham mais de dez salários mínimos são os que têm o orçamento mais comprometido. O pagamento dos débitos comprometerá as finanças de 33,8% desse segmento da população.