Cartão de crédito: cresce parcelamento sem juros e cai a inadimplência

"Uma boa parcela dos clientes têm acesso às taxas mais baixas do segmento", afirma diretor de Comunicação da Abecs

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SÃO PAULO – O parcelamento sem juros é a forma de pagamento mais usada no cartão de crédito. Se, em março de 2006, ela correspondia a 55% do saldo total de crédito com o cartão, no mesmo mês deste ano, já avançou para 65%.

Os dados são da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), que comparou a modalidade com o parcelado com juros e rotativo. “O consumidor parcela sem juros porque traz uma grande conveniência, sem burocracia”, disse o presidente da associação, Felix Cardamone.

Uso do parcelamento

Já o parcelado com juros mais o rotativo caiu de 45%, em março de 2006, para 35%, no terceiro mês deste ano.

O diretor de Comunicação da Abecs, Marcelo Noronha, alerta ainda para o fato de que, nestes 35% nos quais incide a cobrança de juros, as taxas se aproximam de outras modalidades de crédito, ficando inclusive em alguns casos abaixo de outras alternativas existentes no mercado. Segundo ele, as taxas variam bastante de emissor para emissor, dependendo do tipo de cliente tomador de crédito e do produto.

Para a Abecs, existe uma variação das taxas disponibilizadas em diversos produtos para os clientes, entre 2,2% e 16% ao mês, formando uma média de 8,2%. “Uma boa parcela dos clientes têm acesso às taxas mais baixas do segmento, dependendo do seu perfil. Isto faz com que as parcelas caibam em seus orçamentos, mantendo a inadimplência sob controle”, afirma.

Inadimplência

Enquanto o parcelamento tem sido usado pelos brasileiros com mais intensidade, a inadimplência registra queda. No segundo mês de 2006, os atrasos acima de 90 dias do saldo total no cartão de crédito eram de 9,9%, mas caíram para 8,5% em março deste ano.

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“A inadimplência está sob controle”, disse o diretor de comunicação da Abecs. Já para o presidente da associação, o Brasil tem uma taxa de inadimplência que é condizente com a realidade do País, que tem um alto grau de informalidade.