Carros: inadimplência no CDC sobe para 5,5% em fevereiro

Apesar de considerar número expressivo, Anef diz que ele não representa um retrato fiel da realidade, por não abranger renegociação de dívidas

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SÃO PAULO – Em fevereiro deste ano, a inadimplência com financiamento de automóveis cresceu, sendo o CDC o destaque mais negativo do período. De acordo com a Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), o saldo de inadimplência acima de 90 dias no CDC para pessoa física chegou à marca de 5,5% do saldo da carteira, um aumento de 0,2 ponto percentual na comparação com o mesmo mês de 2011.

Segundo a Anef, os números de janeiro deste ano seguem a tendência registrada em 2011. A associação ainda pontua que os números são expressivos, mas não representam um retrato fiel da realidade. Isso porque a maioria dos consumidores em situação de inadimplência procura a instituição financeira para renegociar o pagamento de suas prestações em atraso, porém, as estatísticas de inadimplência não podem refletir esses acordos, enquanto as dívidas não tiverem sido totalmente quitadas.

“A tendência é de que, nos próximos meses, este cliente que fez um acordo para quitar as prestações em atraso deixe de ser inadimplente e a curva comece a baixar”, avalia o presidente da Anef, Décio Carbonari de Almeida.

Contribuição da instituições financeiras
De acordo com a Anef, a contribuição das instituições financeiras para a redução da inadimplência passa por um acordo de rescalonamento de pagamentos para quem já é cliente e se encontra em dificuldade financeira.

Os bancos também têm realizado ajustes na política de crédito, para garantir que os novos fatores de risco foram incorporados aos modelos estatísticos de previsão de perdas e concessão de crédito.

Nos anos anteriores a 2011, as políticas de crédito até então vigentes cumpriram adequadamente seu papel para clientes que hoje têm mais dificuldades de realizar seus pagamentos.