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Carros: acionar o seguro pode não valer a pena

Segurado precisa atentar ao preço da franquia para ver se vale mesmo a pena acionar a empresa para pagamento de reparo do automóvel

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SÃO PAULO – Muitas pessoas já fazem o seguro para casos de roubo ou de acidentes com o carro e não pensam duas vezes antes de contatar a empresa para realizar o conserto do automóvel em alguma necessidade.

No entanto, o segurado deve colocar na ponta do lápis os gastos que terá com o carro antes mesmo de acionar a seguradora. Isso porque, de acordo com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), em alguns casos, não acionar pode ser a melhor opção para seu orçamento. Veja abaixo a dica dada pela revista Pro Teste Dinheiro & Direitos para esta situação.

Conserto mais barato que a franquia

Quando o carro precisa de conserto, a seguradora cobra por uma franquia, com valor definido no início da contratação do seguro. O segurado tem a opção de pagar por ela ou não, dependendo dos valores a serem cobrados.

Caso você tenha batido seu carro e o conserto fique em torno de, por exemplo, R$ 500 com um mecânico conhecido, e a franquia seja fixada em R$ 700, o melhor é não acionar o seguro.

Prefira levar você mesmo o carro no mecânico e arcar com os custos. Desta maneira, você ainda não perde o bônus na hora de uma possível renovação do contrato, o que torna a possibilidade ainda mais atrativa.

Além disso, o segurado ainda pode optar por pagar uma franquia mais elevada para reduzir o valor do prêmio (valor do seguro) ou arcar com um prêmio mais caro para deixar a franquia mais em conta.

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Perda total

No caso de perda total do veículo, o valor da franquia não pode ser exigido pela empresa e ela ainda deve arcar com o custo total do automóvel. Por isso, neste caso, é importante acionar o seguro.

A indenização do veículo, em caso de perda total, deve ser paga no prazo máximo de 30 dias, segundo a legislação brasileira. Caso este prazo se torne maior, o segurado pode exigir seus direitos: juros de 1% ao mês e correção monetária.

Prazo de indenização

Leve em consideração que o prazo para pagamento não segue a partir do dia em que ocorreu o acidente, mas sim quando todos os documentos foram entregues para o sinistro, sendo eles: boletim de ocorrência, documentos do veículo e do motorista. Caso algum deles falte, a indenização não poderá ser dada.

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No caso de indenizações de roubos e furtos, de acordo com a Pro Teste, o segurado precisa ter em mente que o valor deve ser devolvido se o automóvel for encontrado.