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SÃO PAULO – A tecnologia automotiva não pára de avançar. Quando pensamos que o futuro já havia chegado, novas barreiras são rompidas. Se depender dos cientistas, muito em breve os carros serão capazes de fazer o seu próprio diagnóstico.
Pelo menos esta é a expectativa dos cientistas Douglas Adams e Muhammad Haroon, que escreveram uma tese sobre o sistema de monitoração, que é capaz de diagnosticar e acompanhar as falhas de um veículo. O estudo foi apresentado pela primeira vez pelos cientistas durante o Congresso Internacional de Engenharia Mecânica, que aconteceu em novembro nos EUA.
Sistema estima a vida útil das peças
Segundo o estudo, o novo sistema determinará quais partes do veículo estão desgastadas, assim como o seu prazo de duração. Certamente, a notícia não deve agradar a alguns mecânicos mal intencionados, que recomendam a troca de peças boas alegando que estejam falhas.
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Os sensores foram anexados à parte traseira da estrutura do veículo, de forma a medir a intensidade da vibração. Os cientistas, então, avaliaram qual seria o estrago para o veículo se uma das juntas estivesse frouxa. Feito isso, os dados referentes às vibrações foram analisados em um computador. O computador, então, avaliou e quantificou os estragos, o que permitiu identificar as partes afetadas.
Segundo os pesquisadores, a avaliação é possível porque todos os sistemas mecânicos possuem uma digital de vibração. Essa digital indica como cada componente responde em relação a outros. Quando um dos componentes é avariado, sua digital muda, o que afeta a digital do sistema como um todo. São as mudanças nestas digitais que permitem que o sistema determine a localização e o grau de estrago sofrido pelas peças.