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SÃO PAULO – Desde a última segunda-feira (5), os caminhoneiros autônomos, reponsáveis pelo transporte de combustíveis na cidade de São Paulo, estão em greve, em protesto à restrição dos caminhões em vias de grande movimento da capital, como a Marginal Tietê.
De acordo com o presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), José Alberto Paiva Gouveia, é possível dizer que 100% dos postos da capital paulista estão com problemas. Segundo ele, ao menos um tipo de combustível já está em falta. “Não temos o que fazer, só podemos aguardar um acordo entre os sindicatos e a prefeitura. Se hoje está assim, amanhã, a falta de combustível será geral”, afirma.
Em nota, o Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes) afirmou que as empresas associadas ao sindicato estão impedidas de abastecer os postos de combustíveis, empresas de ônibus, aeroportos e até hospitais da capital.
De acordo com o Sindicom, as manifestações estão ocorrendo de forma violenta, com depredações de diversos veículos e ameaças a funcionários e motoristas. “Em que pese o apoio da Polícia Militar e o empenho das distribuidoras em preservar o abastecimento da cidade, a avaliação das condições e riscos, até o final da manhã desta terça-feira indicava não ser recomendável a realização de operações de transporte”, explica o Sindicato.
A entidade também afirma que deu entrada na Justiça , na última segunda-feira, com pedido de medida cautelar, para assegurar proteção policial ostensiva ao trânsito dos caminhões-tanques de suas associadas.
Prefeitura
Por meio de nota, a SMT (Secretaria Municipal de Transportes) afirmou que “repudia veementemente o movimento de greve de sindicatos ligados ao setor de transportes que visa prejudicar o abastecimento de combustível da Cidade”.
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A Secretaria explicou que manteve durante quatro meses um canal para atender os sindicatos e caminhoneiros que tivessem dúvidas sobre a restrição. Além disso, a Secretaria realizou reuniões semanais com os representantes de todas as categorias envolvidas.
“A SMT ressalta ainda que está em contato com as distribuidoras de combustível para encontrar alternativas para que o abastecimento seja normalizado e que já encaminhou à Polícia Militar pedido para reforçar a segurança dos caminhoneiros que querem manter o fornecimento do produto e estão sofrendo ameaças de terem seus veículos depredados”, explica a nota.
Combustíveis mais caros
Entre os reflexos da greve dos caminhoneiros nos postos de gasolina está o aumento de preço em alguns estabelecimentos. “Não é a categoria como um todo. Alguns postos se aproveitaram da situação e devem ser denunciados ao Procon e à ANP (Agência Nacional de Petróleo)”, afirma Gouveia.
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De acordo com a Fundação Procon-SP, elevar sem justa causa o preço dos combustíveis é considerada prática abusiva e deve ser denunciada. A multa para essa infração varia entre R$ 400 e R$ 6 milhões.
Segundo o órgão, os consumidores que se depararem com preços maiores do que antes da greve devem solicitar a nota fiscal e denunciar o posto pelo telefone 151. “Se confirmada a conduta, o posto será multado e o caso encaminhado ao Ministério Público, para análise criminal”, explica o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes.