Campanha “Limpe seu Nome” facilita renegociação de dívidas para inadimplentes

Campanha termina no dia 22 e envolve 200 empresas e nove associações comerciais no Estado de São Paulo

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SÃO PAULO – Com a chegada do final do ano, muitas instituições financeiras e lojas que negociam a prazo oferecem vantagens para quem quer renegociar suas dívidas e sair do vermelho. A intenção é permitir que os consumidores que agora estão inadimplentes tenham seu crédito reabilitado e voltem a comprar.

Para quem se encontra nesta situação, este é o melhor momento para tentar limpar seu nome, já que muitas financeiras têm até se antecipado, chamando seus clientes para propor uma renegociação. Em geral, além de desconto nos juros cobrados, ou alongamento do prazo de pagamento é possível conseguir anistia das multas.

Limpe seu Nome termina dia 22

Em São Paulo, por exemplo, nove associações comerciais na região do Alto Tietê já anunciaram a intenção de realizar uma campanha de reabilitação de inadimplentes. A iniciativa já conta com a participação de 200 empresas, que inclui desde prestadoras de serviços até financeiras.

A campanha, batizada de Limpe Seu Nome e Volte a Comprar, começa nesta quinta-feira e termina no dia 22 e conta com a participação de algumas varejistas de peso, como as Casas Bahia, o Carrefour e a financeira Losango. Para os interessados, a renegociação pode ser feita através da Associação Comercial e Industrial de Guarulhos (Acig) ou na própria loja, sendo que as condições de renegociação variam de comerciante para comerciante.

Condições variam

No caso das dívidas mais antigas, os comerciantes permitem que o consumidor pague apenas o valor do principal, sem juros ou correção monetária. Em outros casos é possível parcelar o valor do principal sem juros e multa em até três vezes, mas se quiser parcelar por mais de três meses o consumidor tem que pagar juros de até 1% ao mês e multa de 2% sobre o principal.

Em alguns casos as condições são ainda mais flexíveis e as empresas chegam a oferecer descontos sobre o valor principal de até 30%. De maneira geral, os comerciantes estão aceitando a renegociação para dívidas assumidas antes de abril deste ano. Segundo informações do economista da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo, apesar de não existir uma campanha geral, existem parcerias com centenas de lojistas na tentativa de recuperar estes créditos.