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SÃO PAULO – Ao que tudo indica, o serviço de valet em casas de espetáculos, bares e restaurantes de São Paulo está prestes a ser regulamentado. O projeto que regula o serviço foi aprovado em primeira votação pela Câmara Municipal de São Paulo, mas precisa ainda passar por uma segunda votação. Caso seja aprovado, enfim os donos de carros terão maior tranqüilidade ao deixar seus veículos nas mãos de manobristas.
Projeto garante maior segurança do veículo
O projeto, de autoria do vereador William Woo (PSDB), surgiu em meados de junho, a partir do trabalho realizado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o setor: a CPI dos Valets. É notável o grande crescimento do setor, mas a falta de regulamentação fez com que das cerca de 300 empresas existentes, apenas 25 se credenciasse à Associação das Empresas de Valet de São Paulo, conforme informou o vereador Woo.
Pela proposta, os principais pontos abordados pelo vereador para criar regras para o setor na cidade são: obrigar as empresas a contratar seguro de percurso, treinar seus manobristas, não estacionar os veículos em ruas e calçadas e sim em estacionamento seguro, legalizar o embarque e desembarque feito pelas empresas na porta do estabelecimento e estabelecer um controle eficaz do tíquete entregue ao cliente, onde deve constar data e horário da chegada além do local do estacionamento.
Consumidores e empresários saem em desvantagem
Os consumidores, por sua vez, acabam sendo os grandes prejudicados, seguidos pelos próprios donos dos estabelecimentos comerciais. Acontece que durante algumas blitz organizadas pela CPI nos bairros mais badalados da cidade, com grande concentração de bares, restaurantes e casas noturnas, ficou claro o risco que o cliente corre ao deixar seu carro nas mãos destas empresas.
Além de pagar pelo serviço muitas vezes um valor relativamente caro, os donos dos veículos têm que agüentar ainda manobristas que abusam da velocidade, estacionam os carros sobre as calçadas e avançam o sinal vermelho. Além disso, os carros são deixados nas ruas, o que aumenta o risco de furto de objetos, colisões e até mesmo o roubo do próprio carro.
Na prática, estas empresas deveriam oferecer seguro, o que não acontece em grande parte dos casos. Outro problema é que as empresas que prestam serviço de valet nem sempre são vinculadas diretamente ao estabelecimento, de forma que o consumidor acaba enfrentando grandes problemas na hora de procurar o responsável pelo dano. No geral, para não prejudicar o cliente, o dono do estabelecimento acaba arcando com os danos causados.
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Neste caso, para o empresário não sair no prejuízo, ao contratar uma empresa de valet busque o maior número de informações possíveis sobre a procedência da empresa e exija sempre o seguro de percurso. Além disso, a empresa deve ainda ficar atenta às reclamações de seus clientes, principal fonte para mensurar a qualidade do serviço prestado pela empresa contratada.