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SÃO PAULO – Os trabalhadores da iniciativa privada terão que trabalhar, em média, dois anos a mais para conseguirem se aposentar com o mesmo valor dos benefícios que receberiam se solicitassem sua aposentadoria hoje.
O anúncio partiu do secretário da Previdência Social, Helmut Schwarzer, que explicou que as mudanças são decorrentes da nova tábua de expectativa de vida divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na última segunda-feira, dia 1º de dezembro.
De acordo com a pesquisa do IBGE para o ano de 2002, a esperança de vida entre os brasileiros passou de 70,5 anos (em 2000) para 71 anos de idade. Na pesquisa de 1980, a expectativa de vida era muito mais baixa, de apenas 62,50 anos de idade, 8,5 anos a menos do que o atual.
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Fator previdenciário aumenta, aposentadoria reduz
O aumento da expectativa de vida influencia diretamente o cálculo do fator previdenciário, um dos componentes para o cálculo do valor de aposentadoria por tempo de contribuição. Além da tábua de mortalidade, são considerados a idade atual do segurado, alíquota de contribuição e tempo de contribuição para a definição do fator.
Neste sentido, ao se chegar ao cálculo do fator previdenciário, multiplica-se o resultado pela média das 80% maiores contribuições do segurado desde julho de 1994 em diante. O resultado da conta é o valor do benefício que será pago ao segurado que deseja se aposentar.
Como fica o cálculo
A Previdência Social traduziu um exemplo simplificado referente à mudança na tabela, o que deverá ocorrer em 2004. O objetivo é fazer com que as pessoas não se aposentem cedo demais ou com pouco tempo de contribuição, sendo que o fator funciona como uma espécie de redutor nas aposentadorias.
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Um segurado que hoje tem 60 anos de idade e 35 contribuição possui fator previdenciário igual a 1. Isto é, sua aposentadoria será igual à média dos 80% maiores salários desde 1994 multiplicada por 1. Pela nova tabela, para ter direito ao mesmo benefício, isto é, chegar a um fator previdenciário igual a 1, terá que ou ter contribuído por 38 anos ou então se aposentar com 62 anos de idade e 36 anos de contribuição.
Segundo o secretário, se por um lado é bom para os cidadãos que a esperança de vida tenha aumentado, o que ele atribui aos avanços tecnológicos na área de saúde, dentre outros fatores, para a Previdência Social há o fato de ter que se pagar por mais tempo benefícios previdenciários, o que justifica a decisão de reajustar a tabela em linha com a tábua de mortalidade do IBGE.