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Caixa entra na briga dos seguros resgatáveis e lança seu VGBL em junho

Produto da Caixa promete ser mais flexível no uso dos recursos acumulados, periodicidade e valor das contribuições

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SÃO PAULO – Ocupando a quinta posição entre as maiores instituições que atuam no setor de previdência privada, a Caixa Econômica Federal pretende entrar na briga por participação de mercado, lançando, já no próximo dia 3, o seu plano Viver. O Viver nada mais é do que um seguro de vida resgatável, isto é, um seguro de vida em que o segurado tem a opção de resgatar benefícios da mesma forma que acontece nos planos de previdência.

VGBL da Caixa é mais flexível

De acordo com informações da própria Caixa, o novo produto é diferente dos demais do mercado, porque permite que o dinheiro acumulado seja usado para outros fins que não necessariamente a aposentadoria. Além disso, o novo produto é mais versátil, pois permite que o investidor decida a forma como quer receber sua contribuição, que pode ser mensal, semestral ou anual, além de contar com um seguro de vida.

Como o produto em questão é um seguro de vida com opção de previdência, o investidor tem duas opções. Na primeira o investidor apenas acumula reservas com o objetivo de resgatar os valores poupados no futuro, outra possibilidade é optar pelo recebimento de um benefício de risco. Os benefícios de risco incluem quatro modalidades distintas: pecúlio, renda por sobrevivência, pensão para o cônjuge e benefício por invalidez.

Se a sua intenção é apenas acumular reservas, não existe qualquer limite de idade, mas é preciso esperar pelo menos 12 meses antes de sacar o dinheiro que aplicou, pois este é o prazo de carência. Por outro lado, se sua intenção é contratar um benefício de risco, então você não pode ter mais de 65 anos.

Escolhendo o plano ideal para você

Dentre as inovações do produto da Caixa está o fato de que as contribuições podem ser feitas com periodicidades distintas, sendo que a contribuição mínima é de R$ 50. Este também é o valor das contribuições mensais para quem opta por investir todos os meses. Para quem pretende investir apenas semestralmente o valor da contribuição é de R$ 200, enquanto as contribuições anuais são de R$ 400. Por último, o investidor pode optar por fazer apenas uma única contribuição de R$ 1 mil.

Mas se no final do mês você tiver uma folga no orçamento e quiser aplicar um pouco mais, não tem problema, pois no Viver você pode fazer depósitos adicionais, desde que respeite o valor mínimo de R$ 50. Além disso, também é possível alterar o prazo de duração dos planos, o que não acontece nos planos já existentes no mercado.

Assim como acontece nos VGBLs já comercializados por outras instituições, o investidor pode optar por três tipos distintos de planos. No primeiro, o tradicional, todos os recursos investidos são aplicados em renda fixa; no plano moderado até 15% dos recursos podem ser investidos em renda variável; por último, o plano dinâmico é destinado para os mais agressivos, permitindo que até 30% dos recursos sejam aplicados em renda variável.

Produto voltado para quem não paga IR

De acordo com a superintendente Nacional de Serviços e Captação da Caixa, Celina Lopes, o plano foi desenvolvido para atender as necessidades dos mais de 19,1 milhões de clientes que aplicam na poupança da Caixa, vindo a complementar os produtos atualmente já oferecidos pela instituição. Contudo, ao contrário do que acontece na aplicação em poupança, que está isenta da cobrança de taxas e impostos, nos VGBLs o investidor paga duas taxas distintas. A primeira, chamada de taxa de administração é de 3% e serve para compensar a instituição pela administração dos recursos que você aplica, já a segunda, é a chamada taxa de carregamento, que está em 4% sobre valor aplicado, e serve para recompor parte dos gastos da seguradora.

Exatamente por isto estes produtos são voltados para pessoas que planejam investir no médio-longo prazo, pois é neste período em que os ganhos com o investimento compensam as taxas cobradas. Do ponto de vista fiscal os VGBLs foram desenvolvidos para quem está isento de declarar imposto de renda, isto é, quem ganha menos de R$ 1.058,00 por mês. Para estas pessoas as vantagens fiscais oferecidas nos planos de previdência do tipo PGBL, que permitem a dedução do valor investido no plano do imposto de renda a pagar, não são atrativas, simplesmente porque não tem imposto a pagar. A vantagem dos VGBLs está na hora do resgate, pois neste momento o investidor paga imposto apenas sobre os rendimentos, e não sobre o valor aplicado mais rendimentos, como acontece nos PGBLs.