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SÃO PAULO – Com juros mais baixos do que as linhas de empréstimo pessoal, as linhas de crédito de penhor atraem muitos interessados. Os juros mais baixos só são possíveis porque os bens penhorados servem como garantia dos empréstimos, reduzindo, assim, o risco de inadimplência.
Nesta quinta-feira (3), a Caixa Economia Federal informou que pretende aumentar o limite de concessão dessas linhas de crédito dos atuais R$ 15 mil para R$ 50 mil. O novo limite entra em vigor a partir desta sexta-feira. Somente no ano passado, a instituição concluiu 9,2 milhões de novas operações para um total de R$ 4,1 bilhões concedidos. A expectativa é que em 2005 este volume aumente em cerca de 11%.
Este crescimento é reflexo do “Plano de Expansão da Rede de Penhor”, iniciado no segundo semestre de 2004, e que levou à inauguração de 18 novos postos. Em 2005, outros 85 postos devem ser abertos, sendo que a intenção da Caixa é atingir 415 locais de atendimento em 2006.
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Autônomos e empresários
Em entrevistas com várias pessoas que levantaram este tipo de financiamento, a Caixa constatou, por exemplo, que em 78% dos casos esta não havia sido a primeira vez que o penhor havia sido usado.
Em cerca de um terço dos casos, o tomador deste tipo de crédito é autônomo ou tem negócio próprio. Outros 33% são compostos por pessoas empregadas no setor privado ou público. Na grande maioria dos casos, cerca de 70%, o penhor foi usado como alternativa para o pagamento de dívidas pessoais.
As mulheres são maioria, e respondem por 74% do total de clientes, sendo que 55% delas estão na faixa entre 35 e 50 anos. Os tomadores mais freqüentes deste tipo de crédito, independente de sexo, têm entre 30 e 50 anos e possuem renda familiar entre 5 e 20 salários mínimos.
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Como funciona o penhor?
Se você se interessou por este tipo de financiamento, vale lembrar que, para entrar com pedido de uma linha deste tipo, é preciso apresentar documento de identidade, CPF e comprovante de residência. O prazo para quitação do financiamento é de 30 dias.
O valor financiado não pode superar 80% do valor do bem, desde que seja respeitado o teto de R$ 50 mil. Quanto aos juros , eles variam de acordo com o valor emprestado, sendo de 2,60% ao mês para quem empresta até R$ 300, e de 3,25% ao mês para quantias mais elevadas.
As taxas são bem mais baixas que aquelas praticadas em outras modalidades de crédito ao consumo: empréstimo pessoal (6,21% am), cheque (8,35% am), cartão (10% ao mês), e financeira (12,65% am). Os dados se referem à taxa média publicada pela Anefac para o mês de dezembro.