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A Caixa Econômica Federal se prepara para creditar nas contas dos trabalhadores vinculadas ao FGTS a distribuição do lucro auferido pelo Fundo em 2025.
Nesta terça-feira, o Conselho Curador do FGTS aprovou o volume total a ser repartido entre os cotistas. Foi aprovada a distribuição de R$ 13 bilhões do resultado positivo do fundo no exercício de 2025, valor equivalente a 89% do lucro apurado no período.
De acordo com a pasta, os valores serão creditados na primeira quinzena de agosto para 138,2 milhões de trabalhadores que possuíam saldo em contas vinculadas do FGTS em 31 de dezembro do ano passado.
Em 2025, o FGTS registrou lucro de R$ 14,7 bilhões, puxado pelas operações de crédito imobiliário e aplicações em títulos públicos.
Com o rateio do lucro e os valores normalmente distribuídos pelo fundo, a rentabilidade para os cotistas do FGTS vai alcançar 6,9%, acima da inflação (IPCA), que ficou em 4,26% no passado. Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no passado, remuneração para os trabalhadores não pode ser inferior à inflação.
Quem tem direito?
Todos os trabalhadores com saldo existente na conta vinculada ao FGTS em 31 de dezembro de 2025 vão receber uma fatia do lucro. Embora o depósito seja automático, o valor não fica imediatamente disponível para saque. Ele será creditado na conta vinculada ao FGTS e só poderá ser acessado nas situações previstas e escolhidas pelo trabalhador.
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Por isso, terá direito a sacar quem decidiu usar o FGTS para compra da casa própria, aderiu à modalidade do saque-aniversário ou foi demitido sem justa causa.
Como saber quanto vou ganhar?
O rendimento de 6,9% incide sobre o saldo que você tinha na conta do FGTS em 31 de dezembro de 2025. Ou seja, não se trata do valor que você tem atualizado hoje.
Num exemplo simples: Se você tinha R$ 2.000 no FGTS no fim de 2025, deve multiplicar o saldo existente pelo índice de 0,01868341.
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Como consultar seu saldo do FGTS
Para saber quanto você tinha no FGTS em dezembro de 2025 e simular o valor do rendimento, acompanhe o passo a baixo a seguir sobre como consultar seu saldo.
Você pode acessar o seu saldo do FGTS pelo aplicativo FGTS ou pelo site da Caixa, além das opções por telefone (ligando para a Central de Atendimento Caixa Cidadão no número 0800 726 0207) ou até mesmo por SMS, caso você tenha autorizado pelo app que a Caixa te mande mensagens para manter-se informado sobre a regularidade dos depósitos.
Pelo aplicativo FGTS (Caixa):
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- Baixe o aplicativo “FGTS” na Play Store (Android) ou App Store (iOS).
- Faça login com sua senha cadastrada.
- Clique em “Resumo do Seu FGTS”.
- Na tela seguinte, será possível visualizar o histórico completo de depósitos, saques e rendimentos.
- Role até encontrar o mês de dezembro de 2025.
- Anote o saldo parcial na data de 31/12/2025. Caso necessário, o extrato pode ser salvo em PDF ou impresso.
O valor selecionado será usado para calcular quanto você vai ganhar com a distribuição de lucros.
Consulta pelo site da Caixa:
- Acesse o site oficial da Caixa (www.caixa.gov.br).
- Clique em “Acessar FGTS” e faça login com CPF e senha.
- No menu, selecione a opção “Meu FGTS” para visualizar saldo e extrato.
Consulta presencial:
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Para quem preferir, é possível comparecer a uma agência da Caixa com documento de identidade e CPF para obter informações detalhadas sobre o saldo e o extrato do FGTS.
Como funciona o saque-aniversário
Os ganhos auferidos na rentabilidade do FGTS só poderão ser utilizados pelo trabalhador caso ele realize um saque do Fundo — se for demitido sem justa causa, usar o recurso para a compra da casa própria ou em casos de doenças graves, por exemplo.
Já quem aderiu à modalidade de saque-aniversário do FGTS poderá sacar uma quantia maior no próximo resgate. Lançado em 2020, o saque-aniversário prevê que o trabalhador retire uma parcela do seu Fundo de acordo com uma escala progressiva.
Para saldos de até R$ 500, o trabalhador pode resgatar metade do total depositado em sua conta. Se o saldo for maior, a parcela passível de resgate é proporcionalmente menor.
*Matéria atualizada após a Caixa informar o InfoMoney e O Globo que ainda não começou a creditar os valores.