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SÃO PAULO – Segundo declarações do presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, a partir desta terça-feira, dia 20, o limite dos financiamentos de imóveis usados com o uso de recursos do FGTS deve ser aumentando.
Em outubro do ano passado, diante da escassez de recursos do FGTS para serem repassados nas linhas de financiamento imobiliário, a instituição foi forçada a reduzir o limite de financiamento das linhas voltadas para a compra de imóveis usados. Até então o limite era de 100% do valor do imóvel, teto que caiu para 50% e agora deve ser elevado para 70%. A Caixa pretende restabelecer o teto de financiamento em 100% até o final de 2004.
Valor do imóvel é de no máximo R$ 72 mil
As linhas do tipo carta de crédito FGTS podem ser usadas para a compra de imóveis novos e usados, assim como lotes para construção. Segundo Mattoso a elevação do limite deve afetar apenas as linhas destinadas a compra de imóveis usados, sendo que o limite do valor do imóvel que pode ser financiado foi mantido em R$ 72 mil.
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Para ter acesso a esta linha de crédito o mutuário deve ter uma renda mensal de no máximo R$ 2,4 mil, sendo que o percentual máximo de comprometimento de renda é de 25% no caso da amortização do saldo devedor ser calculada com base na Tabela price, ou de 30% no caso da amortização ser determinada com base no método SACRE (sistema de amortização crescente).
Os juros cobrados também variam de acordo com a renda do mutuário, sendo de 6% para quem ganha até R$ 1 mil e de 8,16% para quem tem renda entre R$ 1 mil e R$ 2,4 mil. Já o prazo de quitação também varia sendo menor de 204 meses no caso de garantia hipotecária e de 240 no caso da garantia ser na forma de alienação fiduciária.
Caixa deve investir R$ 2 bilhões
A notícia da elevação do limite das linhas de crédito imobiliário que utilizam recursos do FGTS foi dada juntamente com a previsão de que a instituição pretende direcionar cerca de R$ 2 bilhões em recursos próprios aos financiamentos imobiliários, cerca de dez vezes mais do que foi aplicado durante o ano passado.
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Além disto, a instituição poderá contar com outros R$ 7,45 bilhões de recursos oriundos do FGTS para financiamento não apenas de habitação, mas também de saneamento básico e transporte.