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SÃO PAULO – Os brasileiros tomaram 24,8% mais crédito no sistema financeiro em 2006, na comparação com 2005, segundo mostrou a pesquisa “Setor Bancário em Números”, divulgada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e o Instituto de Tecnologia de Software (ITS) nesta quarta-feira (30).
De acordo com os dados, foram R$ 237,9 bilhões no ano passado, ante R$ 190,7 bilhões em dezembro de 2005. O volume total (pessoas físicas e jurídicas) aumentou 20,7% no período: de R$ 607 bilhões para R$ 732,6 bilhões.
Do total de recursos para empréstimos do ano passado (R$ 732,6 bilhões), R$ 237,9 bilhões foram para pessoas físicas (32,5%) e R$ 477,9 bilhões (65,2%) para indústria, setor imobiliário, rural e serviços.
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Motivos para crescimento
De acordo com a pesquisa, entre os motivos para o aumento do crédito para a pessoa física estão os consignados. Além disso, o cenário econômico, de queda da taxa Selic e de inflação decrescente, também impulsionou o consumidor a tomar crédito.
Mas não foram somente as taxas de juros em decadência que impulsionaram o empréstimo. As facilidades de pagamento, com prazos maiores, também incentivaram. Enquanto em 2005 o prazo médio era de 319 dias para pessoas físicas, em 2006 este número era de 368 dias.
Tipos de créditos
O total de pessoas que tomaram microcréditos chegou a 3,4 milhões em 2006, totalizando recursos de R$ 6,1 bilhões. Já o crédito imobiliário ficou em R$ 34,5 bilhões em dezembro de 2006 – 22,6% de crescimento em relação a 2005.
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Os consignados somaram R$ 48,1 bilhões no ano passado, com crescimento de 52% sobre o saldo de 2005. Este tipo de empréstimo, que desconta os valores da folha de pagamento, representou mais da metade do tomado em 2006 (51,6%).