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SÃO PAULO – O índice de cheques devolvidos por falta de fundos cresceu no terceiro mês de 2007, revela estudo da Telecheque divulgado nesta quarta-feira (11).
Em março, o índice de inadimplência dos cheques atingiu 3,41%, contra 2,55% no mês anterior, o que representa uma alta de 0,86 ponto percentual. No entanto, na comparação com o terceiro mês de 2006 (3,73%), houve queda de 0,32 pp.
Alta em todos os estados
Na comparação mensal, a Telecheque aponta que houve elevação na inadimplência em todos os 19 estados pesquisados, com destaque para o Rio Grande do Norte. Frente ao indicador de março de 2006, a alta ocorreu em 8 unidades da federação, sendo que, no Mato Grosso, houve a maior variação.
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| Estado | Índice Março 2006 | Índice Fevereiro 2007 | Índice Março 2007 |
| Maranhão | 4,09% | 4,11% | 6,45% |
| Pará | 5,65% | 3,72% | 4,76% |
| Pernambuco | 3,21% | 2,78% | 6,43% |
| Amazonas | 4,29% | 2,67% | 3,67% |
| Rio de Janeiro | 5,47% | 2,57% | 3,10% |
| Paraná | 2,78% | 2,28% | 3,25% |
| Minas Gerais | 4,40% | 2,50% | 3,17% |
| Sergipe | 2,38% | 1,95% | 3,09% |
| Ceará | 3,45% | 2,75% | 4,29% |
| São Paulo | 3,34% | 2,46% | 2,84% |
| Espírito Santo | 4,30% | 3,16% | 3,41% |
| Rio Grande do Norte | 5,19% | 1,01% | 3,18% |
| Paraíba | 2,87% | 3,45% | 5,20% |
| Bahia | 3,27% | 2,30% | 2,66% |
| Rio Grande do Sul | 2,80% | 2,11% | 2,49% |
| Alagoas | 2,29% | 1,92% | 2,20% |
| Santa Catarina | 2,60% | 1,82% | 2,79% |
| Mato Grosso | 0,90% | 1,65% | 2,48% |
| Goiás | 2,16% | 1,95% | 2,15% |
| Nacional | 3,73% | 2,55% | 3,41% |
Fonte: Telecheque
Resultado típico do período
De acordo com o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, a alta na comparação com fevereiro ainda é reflexo das compras parceladas do final do ano e dos tradicionais compromissos financeiros do primeiro trimestre, como IPTU, IPVA, despesas com escola, etc.
“No entanto, é importante avaliarmos que houve uma significativa queda comparando-se com o mesmo período do ano passado, e isso demonstra que o consumidor tem feito suas compras com mais controle e cuidado”, explica Praxedes Neto.