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Mais de 54,2 milhões de pessoas e empresas têm valores disponíveis para saque no Sistema Valores a Receber (SVR), segundo dados do Banco Central (BC) referentes a novembro de 2025. Ao todo, o dinheiro esquecido em instituições financeiras ultrapassa R$ 10 bilhões. Para consultar se faz parte do grupo, é preciso acessar este site.
Do total a ser resgatado, R$ 7,8 bilhões pertencem a 49,3 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 2,2 bilhões estão em nome de 4,9 milhões de empresas.
A maioria dos beneficiários tem direito a quantias baixas. Segundo o BC, 65,2% dos correntistas possuem valores de até R$ 10, enquanto apenas 1,85% têm montantes acima de R$ 1 mil.
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Desde que o programa foi criado, em 2022, o Banco Central já devolveu R$ 12,9 bilhões. No total, os valores pagos e ainda disponíveis para saque somam R$ 22,9 bilhões.
Segundo o Banco Central e o Ministério da Fazenda, não há prazo limite para o saque dos valores, que permanecem guardados nas instituições até que o titular solicite o resgate. Em 2024, o Congresso autorizou o Tesouro Nacional a recolher os recursos, mas o Ministério da Fazenda afirma que o processo não está em andamento.
Veja como consultar e resgatar dinheiro esquecido:
- Clique em “Consulte valores a receber”;
- Preencha os campos com os seus dados;
- Clique em “Consultar” e confira
Quem tem chave Pix cadastrada pode optar pela devolução direta, recebendo o dinheiro em até 12 dias úteis. Quem não possui Pix precisa entrar em contato com a instituição financeira indicada pelo sistema para combinar a forma de pagamento.
No fim de maio, o BC informou que é possível habilitar um pedido automático de resgate de valores a receber, feito no próprio SVR. O processo pretende facilitar a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente o pedido de cada valor em seu nome.
Instituições que não aderiram ao sistema automático continuam exigindo solicitação manual, inclusive nos casos de contas conjuntas.
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Para prevenir fraudes, o BC reforçou a segurança do sistema. O acesso agora exige autenticação em duas etapas e validação facial pelo aplicativo gov.br. O órgão também alerta que não envia links por e-mail, SMS ou redes sociais — o único endereço válido é o site oficial do Banco Central.