Brasileiros se preocupam mais com a saúde e linha de alimentos light cresce

Grandes redes lançam produtos diet e com baixa caloria para atender ao novo comportamento dos consumidores

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SÃO PAULO – A preocupação com o corpo – e com a saúde – vem crescendo entre os brasileiros. E, para fazer essa afirmação, não são necessários muitos dados: basta analisar o mercado de diet e light, que, segundo estimativas da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad), cresceu nove vezes em dez anos.

“É um crescimento alimentado pela mudança de comportamento do consumidor, que cada vez mais se preocupa com sua qualidade de vida”, afirmou ao Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo, o presidente da Abiad, Carlos Eduardo Gouvêa.

Acompanhando a tendência

De olho nesse novo estilo de vida, grandes redes varejistas acompanham a tendência e passam a fabricar produtos específicos para o público saudável.

Um exemplo é o Carrefour, que acaba de lançar a linha Viver, que agrega produtos com menos calorias e benefícios à saúde.

“As vendas desses artigos cresceram 50% em 2005 em relação ao ano anterior, e aumentaram 40% em 2006”, explicou o diretor de Marca Própria da rede, Pablo Rego. “É um filão de mercado que está em franco crescimento e ainda tem muito a ser explorado”, completa ele.

Outras marcas também têm embarcado no segmento diet e light que, só em 2005, cresceu 25%. É o caso da rede Wal-Mart, que tem 330 produtos dessa linha nas prateleiras.

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Açúcar x adoçante

Para se ter uma idéia do impacto do novo costume da popuçaão, fica um dado: segundo a União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), a produção açucareira no Brasil cresceu 17% entre 2005 e 2006. enquanto isso, a venda de açúcar light aumentou sete vezes mais.

Conforme o gerente de linha do adoçante Finn, Benni Boruchowski, o mercado de aspartames só não cresce mais porque ainda existe “um certo preconceito da população em relação ao sabor dos adoçantes”. A cada ano, o setor brasileiro de adoçantes movimenta R$ 220 milhões, e continua em crescimento estável de 2% anuais.

Malefícios à saúde

Rondam especulações de que o consumo de adoçantes sintéticos faça mal ao organismo. Mas até que ponto isso é verdade? “Há especulações sobre o efeito cancerígeno e doenças neurológicas que esses produtos possam causar se forem consumidos de forma exaustiva”, explicou a nutricionista Valéria Goulart. “Mas nada foi provado.”

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Assim como os adoçantes, o açúcar branco é dispensável na alimentação. “Faz apenas 200 anos que esse produto passou a ser produzido e consumido por nós”, explicou Valéria ao periódico.