Brasileiros poderão pagar compras com Pix na Argentina; veja como vai funcionar

Nova função estará disponível em julho deste ano, segundo a fintech que desenvolve o projeto

Giovanna Sutto

(Getty Images)
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Brasileiros poderão usar Pix para fazer compras em alguns comércios da Argentina. Pelo menos esse é o plano da Fiserv, fintech americana, que está desenvolvendo um projeto de digitalização de pagamentos na América Latina para permitir que os negócios da Argentina aceitem pagamentos feitos com o Pix.

A solução começa a funcionar em julho deste ano, mas ainda não tem uma data definida. Inicialmente foi informado à reportagem que seria no segundo semestre de 2023 sem mais detalhes, mas assessoria informou a nova previsão às 15h42 e a matéria foi atualizada.

A Fiserv já atua no Brasil e tem experiência em viabilizar pagamentos Pix desde 2020, quando o sistema foi lançado.

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Na visão da fintech, a capacidade de aceitar um meio de pagamento eletrônico adicional pode aumentar a eficiência e reduzir os custos para o comércio. Do lado do consumidor é uma forma de administrar seu dinheiro durante a viagem sem precisar fazer câmbio, por exemplo.

Como vai funcionar?

A operação com Pix no estabelecimento argentino será feita via QR Code, nos mesmos moldes que funciona por aqui atualmente, por meio de uma tecnologia provida pela fintech para os comércios. O cliente escaneia o QR Code com o valor da compra, é direcionado ao aplicativo do banco brasileiro e efetua o pagamento via Pix.

O valor que aparecerá para o cliente pagar estará em pesos argentinos, mas o dinheiro que sai da conta do cliente é o equivalente em reais com a conversão cambial no momento da compra e a taxa de IOF aplicada a transações de câmbio já embutidas no valor final.

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A solução será oferecida para os clientes da Fiserv na Argentina e potenciais novos estabelecimentos que se interessarem. A empresa revelou ao InfoMoney que tem mais de 400 mil comércios que são seus clientes no país dos hermanos.

Sobre as regiões do país que terão acesso ao mecanismo, a empresa pontuou que ele só faz sentido para as regiões onde há fluxo de brasileiros. Por isso, foram mapeados regiões e comércios que têm essa demanda – mas não foram citadas cidades ou regiões em específico.

“Nosso objetivo é conectar todos os tipos e tamanhos de empresas com as mais diversas modalidades de pagamento, instituições financeiras e provedores, para facilitar a aceitação de múltiplas opções na hora de pagar e ajudar cada comércio no crescimento do seu negócio”, disse Jorge Valdivia, gerente geral da Fiserv no Brasil.

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Pix Internacional

Vale lembrar que a iniciativa da Fiserv não tem relação com outras ventiladas nos últimos meses. O próprio Banco Central do Brasil afirmou em evento recente em Brasília, chamado Criptorama 2023, que o projeto do Pix Internacional está nos planos e o objetivo é tornar as transferências para outros países mais baratas e eficientes.

Carlos Brandt, responsável no BC pelo Pix, já afirmou que hoje as transferências transfronteiriças têm desafios como falta de transparência, alto custo, baixa velocidade e acesso limitado, problemas que o Pix pode ajudar a resolver.

Por enquanto, a autarquia está estudando formas de viabilizar esse projeto e ainda não há data definida para ele sair do papel.

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Além disso, outra iniciativa, sem participação do BC, também está sendo analisada: batizada de Nexus, está sob o guarda-chuva do Bank for International Settlements (BIS), instituição conhecida como o “Banco Central dos bancos centrais”. Com sede na Suíça, o BIS lidera o projeto que, se aprovado, pode conectar mais de 60 países que já disponibilizam algum tipo de sistema de pagamento instantâneo.

O primeiro protótipo do Nexus, na etapa POC, conecta hoje três sistemas de pagamento: de Cingapura, da Malásia e da Zona do Euro, esta representada pelo Banco da Itália. O experimento, no momento, processa pagamentos simulados, sem o uso de dinheiro verdadeiro.

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Giovanna Sutto

Repórter de Finanças do InfoMoney. Escreve matérias finanças pessoais, meios de pagamentos, carreira e economia. Formada pela Cásper Líbero com pós-graduação pelo Ibmec.