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Apesar da desaceleração nas contribuições, a previdência privada aberta continua movimentando volumes expressivos no Brasil.
Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), que representa as empresas que operam no ramo, mostram que os aportes em planos abertos somaram R$ 54,1 bilhões entre janeiro e abril de 2026, uma queda de 8,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Os resgates também recuaram, caindo 8,5% na comparação anual e totalizando R$ 47,4 bilhões. Com isso, a captação líquida — diferença entre contribuições e retiradas — ficou em R$ 6,7 bilhões no primeiro quadrimestre, resultado 7,8% inferior ao registrado um ano antes.
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Mesmo com a redução dos aportes, o patrimônio acumulado nos planos segue em expansão. Em abril, os ativos da previdência privada aberta atingiram R$ 1,9 trilhão, alta de 12,9% em 12 meses e equivalente a cerca de 14% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Atualmente, os recursos estão distribuídos em 13,6 milhões de planos, pertencentes a 11,2 milhões de participantes. Cerca de 80% desse público investe por iniciativa própria, por meio de planos individuais.
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O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) segue como o produto dominante do setor. A modalidade reúne 8,6 milhões de contratos, o equivalente a 63% dos planos existentes, e respondeu por R$ 49 bilhões em contribuições entre janeiro e abril, ou 90,5% do total aportado no período.
Já o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), que responde por 23% do total de planos, recebeu R$ 4,3 bilhões no período, enquanto os demais recursos foram destinados a planos tradicionais e outras modalidades.
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