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SÃO PAULO – Quando o orçamento aperta, o 13º salário se transforma em uma opção para pagamento de dívidas ou contas inesperadas.
No entanto, devido ao inconveniente de ser liberado apenas ao final do ano pelas empresas, muitas pessoas preferem adiar o pagamento deste benefício, contratando uma linha de crédito junto às instituições financeiras, o que vem aumentando no Brasil.
Faltando oito meses para que o ano termine, bancos como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander já lançaram suas linhas de crédito, e o resultado é de que mais brasileiros têm aderido à prática de antecipar o benefício para pagamento de contas.
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Crescimento de contratos
O Banco do Brasil registrou a contratação de 63,2 mil operações da linha de crédito que antecipa o 13º salário até abril deste ano.
Em valores absolutos, o total de empréstimos, que começaram a ser oferecidos em janeiro, já somam R$ 36 milhões, quantia 30% superior à registrada no mesmo período do ano passado.
Ainda sem balanços destas operações para este ano, a Caixa Econômica Federal revelou que liberou mais de R$ 10 milhões nesta modalidade de empréstimo, atendendo cerca de 9.900 clientes somente no ano passado.
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Cautela
Segundo a Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), os consumidores devem ter cautela ao optar por esta modalidade de crédito, já que as taxas de abertura de crédito costumam ser altas.
A entidade alerta, ainda, que não se pode descartar o risco da perda do emprego, o que ocasionaria o recebimento proporcional do 13º salário. É importante lembrar que, ao final do contrato (geralmente no último mês do ano), o consumidor tem que quitar integralmente o empréstimo mais os juros acumulados no período.
De acordo com a entidade, a alternativa somente deve ser usada quando for para pagamento de linhas mais caras, como o cheque especial e o cartão de crédito, mas nunca para antecipar compras.