Brasileiro de 25 a 34 anos se preocupa mais em cumprir as obrigações financeiras

As pessoas com idade entre 55 e 64 anos, por sua vez, estão mais tranqüilas quanto às fraudes com cartões bancários e epidemias

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SÃO PAULO – Os brasileiros com idade entre 55 e 64 anos estão mais tranqüilos do que os adultos mais jovens e se preocupam menos com as fraudes dos cartões bancários e com possibilidade de epidemias.

Os dados fazem parte da terceira edição do “Índice de Segurança Unisys para o Brasil”, criado para medir as preocupações da população com ameaças à segurança, que foi divulgado nesta quinta (18), pela Unisys.

O estudo ainda revela que a preocupação em cumprir as obrigações financeiras é maior na faixa etária de 25 a 34 anos do que entre os entrevistados mais jovens ou mais idosos.

Em relação às edições anteriores, essa preocupação em relação às obrigações financeiras apresentou uma queda considerável entre aqueles que têm de 18 a 24 anos e também na faixa de 45 a 54 anos.

Entenda a pesquisa

O estudo apresenta indicadores sociais em relação ao nível de segurança dos consumidores em quatro áreas específicas:

  • Segurança Financeira – de fraudes com cartões bancários à capacidade de honrar as obrigações financeiras;
  • Segurança Nacional – desde violência nas fronteiras até enchentes e epidemias;
  • Segurança na Internet – transações on-line, recebimento de vírus e spams;
  • Segurança Pessoal – acesso ilegal ou uso inadequado de informações particulares, bem como roubo de identidade.
  • Índice por faixa de renda

    De acordo com o levantamento da Unisys, as variações na renda familiar geram diferentes níveis de preocupação com praticamente todas as ameaças à segurança.

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    Os entrevistados dos três grupos de renda inferiores (até R$ 416, de R$ 416 até R$ 830 e de R$ 816 até R$ 2.075) têm maior preocupação com fraudes com cartões bancários, cumprimento das obrigações financeiras, segurança pessoal e nacional.

    Por outro lado, estão menos preocupados com vírus transmitido pelo computador e spams, além de estarem mais tranqüilos em relação à segurança das transações na internet.

    Diferenças quanto ao gênero

    Se considerado o gênero dos entrevistados, as mulheres se preocupam mais do que os homens em relação às sete ameaças contra a segurança. A diferença ainda é maior quanto à segurança pessoal.

    Além disso, um número significativamente maior de mulheres de preocupa com o risco do uso indevido de dados de cartões de crédito e débito, embora essas preocupações tenham crescido bastante entre os homens, em relação às edições anteriores.

    Assim como nos levantamentos anteriores, pessoas do sexo feminino continuam mais preocupadas que os homens com o risco de epidemia: 85% estão extremamente ou muito preocupadas, contra 73% das pessoas do sexo masculino.

    As mulheres também se preocupam mais com a segurança das transações na web do que os homens. E mais: o número de homens extremamente ou muito preocupados caiu consideravelmente.

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    Números gerais

    Em relação aos números gerais, esta terceira edição da pesquisa revelou um aumento no nível de preocupação dos brasileiros no decorrer do ano de 2008: enquanto no primeiro semestre foram registrados 169 pontos, esta última pesquisa marcou 182 pontos.

    Entretanto, em relação à pesquisa feita no segundo semestre de 2007, quando o índice estava em 188, houve redução de 6 pontos.

    Metodologia

    O índice se baseou em uma pesquisa realizada por telefone com 1.500 pessoas com idade entre 18 e 65 anos, sendo que 50% eram mulheres e a outra metade de homens, selecionados aleatoriamente.

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    Os entrevistados eram residentes de oito das principais regiões metropolitanas do país: Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.