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SÃO PAULO – A tecnologia às vezes deixa as pessoas mais velhas desconfortáveis perto da geração mais nova, que cresceu cercada de eletrônicos. Quem tem filhos sabe bem o que é isso: não hora de participar do lazer das crianças e tentar jogar uma partida de videogame com elas, não é raro os pais darem vexame.
São os mais velhos que sofrem mais. No entanto, ao invés de fugir das inovações, usar a tecnologia para benefício próprio é uma opção bem melhor. Procurando incentivar a participação dos adultos, a fabricante japonesa Nintendo desenvolveu um game especialmente para idosos.
Mente ativa
Chamado de “Brain Training for Adults” ou Treinamento Cerebral para Adultos, o jogo é compatível com o videogame DS de mão da empresa, e ajuda a estimular a atividade cerebral através de jogos especiais para evitar perda de memória e dificuldade de raciocínio, problemas freqüentemente trazidos pela senilidade.
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Apesar da alta tecnologia, o DS é fácil de usar. Dobrável, ele tem duas telas sensíveis ao toque que reconhecem a escrita feita com uma caneta de plástico, além de ter capacidade de reconhecer também a voz.
A idéia deu tão certo no Japão, país cuja população de idosos com idade igual ou superior a 65 anos é uma das maiores do mundo, assim como a expectativa de vida, que a Nintendo, que vendeu mais de 2 milhões de unidades no país, resolveu levá-la aos EUA.
Memória e raciocínio
O “Brain Age” testa e reforça a memória e o raciocínio rápido com jogos como o sudoku, um dos mais famosos jogos de desafios matemáticos, e outros em que o usuário tem de organizar listas por ordem numérica ou alfabética, lembrar quantas pessoas entraram ou saíram de uma casa, dizer a cor de um conjunto de letras que forma o nome de uma outra cor.
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Após os testes, que apesar de simples parecem viciar os jogadores, o videogame processa os resultados obtidos e sentencia uma idade mental. A idéia não é humilhar quem está jogando, caso a idade dada seja inferior a real, e sim incentivar a busca por uma melhor performance cerebral.