[BRADESCOPJ] Via de mão dupla: os interesses complementares do franchising

Como nem todas as histórias têm um final feliz, também no franchising há inúmeros casos de insucesso. Confira os motivos

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O desejo de ser o próprio patrão sem correr os riscos do aprendizado em um novo negócio pode ser satisfeito por meio das franquias. O franqueador dá suporte na instalação, divulgação e operação do negócio, bem como oferece seu know-how e a clientela fiel de uma marca conhecida.

Ao franqueado, em contrapartida, cabe manter “o olho de dono” na unidade franqueada, além, é claro, de fazer os investimentos iniciais até que a filial atinja o “break even” (o ponto de equilíbrio, no qual receitas e despesas se igualam).

De acordo com o advogado e sócio do escritório Correia da Silva Advogados, Rodrigo Alberto Correia da Silva, é essa conjunção de interesses que impulsiona o sistema de franquias no Brasil e no mundo, expandindo empresas já consolidadas e desenvolvendo o espírito empreendedor em muitas pessoas.

Razões do insucesso

Mas como nem todas as histórias têm um final feliz, também no franchising há inúmeros casos de insucesso. Há unidades de franquias que não deram certo, bem como marcas inteiras que decaíram.

Segundo Correia da Silva, as razões para o insucesso podem ser os franqueados, que não se compromem com o negócio, e os franqueadores, despreparados e sem uma estrutura adequada a oferecer.

Por isso, de acordo com ele, ao comprar uma franquia, o candidato e franqueado deve tomar algumas precauções. Por exemplo, em primeiro lugar, ele precisa analisar a Circular de Oferta de Franquia, que, além dos instrumentos contratuais do sistema de franchising, deve conter todas as informações necessárias para uma decisão consciente.

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“Ele deve ler com atenção, utilizando os dez dias permitidos por lei antes de assinar qualquer outro documento’, explica.

O que fazer

Não esqueça ainda de pesquisar o histórico da franqueadora. “É fundamental tomar referências da empresa – pesquisar se existem ações judiciais contra a mepresa e sua natureza, verificar seu cadastro de crédito, se existem reclamações no Procon ou outros órgãos de defesa do consumidor, contatar fornecedores, falar com conhecidos e até buscar na internet”.

Por fim, é indispensável que o franqueado tire todas as dúvidas com o franqueador e também converse com quem já é ou foi franqueado da marca em questão. Para evitar frustrações futuras, entender o dia-a-dia do negócio e suas reais perspectivas de retorno em termos de valores e prazos é muito importante. Dito tudo isso, o último passo é analisar se suas características enquanto administrar são compatíveis ao modelo de operação da franquia.