Bradesco e BB dão início ao planejamento da marca Elo na mídia

Sob o guarda-chuva da nova marca está a Cielo, maior rede de adquirentes de cartões de crédito e débito do Brasil

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SÃO PAULO – Após o anúncio da criação de uma bandeira de cartões de crédito e débito inteiramente nacional, batizada de Elo, as instituições Banco do Brasil (BB) e Bradesco colocam em prática, agora, o planejamento e a propagação da marca recém nascida.

Sob o guarda-chuva da nova marca está a Cielo, maior rede de adquirentes de cartões de crédito e débito do Brasil. É com esse atributo que a Elo pretende atrair, já no primeiro momento, a participação de novos clientes.

“Dentro dessa lógica, o uso de uma marca guarda-chuva [Cielo] é importante para fortalecer a Elo na cabeça do cliente. Uma reforça a outra e, as duas, ainda residem no mesmo ambiente de cartões”, afirma o diretor da área de cartões do Banco do Brasil, Denilson Molina. Hoje, Bradesco e Banco do Brasil são os maiores acionistas da Cielo, com 28,65% cada um do capital dessa empresa.

Segundo Molina, a marca recém-criada é simples, fácil de ser divulgada e representa efetivamente o DNA de duas grandes instituições brasileiras. O objetivo do nome é fortalecer a solidez entre os dois bancos e formar uma aliança no sistema de pagamentos eletrônicos.

Planos
Tanto o Bradesco como o BB contam com a estimativa de que, em cinco anos, a Elo tenha 15% do mercado. Essa caracterização pela abrangência nacional tem como foco integrar o maior número de clientes possível.

No que diz respeito a essa característica, a Elo deverá estar em todo o País e figurando entre os diversos segmentos do pagamento eletrônico nos próximos anos. “Existe a possibilidade de outros bancos, que fazem parte da rede de compartilhamento dos terminais eletrônicos externos, virem a ficar embaixo dessa marca também”, revela Molina.

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Outro ponto destacado pelo diretor é a classe C. Ele reitera o foco em transações domésticas que a bandeira nacional terá e enfatiza os benefícios que o negócio trará a estes consumidores, uma vez que a nova instituição destinará, pelo menos no início, seus planos a novos correntistas e a pessoas que ainda não possuem conta em banco nenhum.

Ações
Molina não revelou sobre quantas inserções de mídia serão realizadas e de quanto serão os gastos nas campanhas. Mas, segundo ele, haverá uma promotora responsável pela divulgação, que ficará responsável por comandar cerca de 140 lojas no país. Na avaliação do diretor, o private label será o principal canal na disseminação desses cartões.

Em contraponto a este movimento inicial da Elo, empresas como Visa, Mastercard e American Express, suas principais concorrentes, já detém o nome consolidado no mercado. Esse será mais um desafio sadio, de acordo com Molina.

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“O que iremos levar para o consumidor é um produto de fácil otimização. A experiência fará com que ele procure a marca Elo. O que acontecerá é que, logo, uma bandeira integralmente nacional trará mais opções a estes consumidores”.