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SÃO PAULO – Em teleconferência com analistas e investidores, o Bradesco, maior banco privado brasileiro, comunicou suas perspectivas para 2005, depois de ter divulgado seus resultados referentes ao primeiro trimestre do ano, acima das expectativas.
As perspectivas divulgadas sofreram pequenas alterações em relação àquelas anunciadas pelo banco em fevereiro deste ano, após o anúncio dos dados de 2004.
O Bradesco continua apostando em um forte avanço na carteira de crédito, a exemplo do que aconteceu no ano passado, novamente com foco no segmento de pessoas físicas. Já o percentual que ele espera atingir foi alterado, sendo esta a principal mudança das projeções do banco.
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Crédito continuará em expansão
Com relação aos segmentos, o Bradesco aposta que o crédito às pessoas físicas é aquele que irá registrar maior expansão em 2005, em torno de 35%. A estimativa anterior, divulgada em fevereiro, era de um crescimento de 30%. Trata-se do segmento que proporciona aos bancos as melhores margens de rentabilidade.
Já o crédito às pessoas jurídicas deve registrar avanço da ordem de 16%, segundo as projeções do Bradesco. A previsão anterior apontava para um acréscimo de 26% no ano. Dessa vez, o banco não especificou suas projeções segmentadas, entre médias e grandes empresas, como havia feito no anúncio passado.
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Prestação de serviço
O Bradesco pretende ampliar sua receita de prestação de serviços em porcentagem superior a 20% esse ano. A margem financeira, por sua vez, deverá crescer cerca de 15% em 2005. Já os prêmios com seguros devem aumentar entre 12% e 15%. Sobre essas perspectivas, não houve alteração nesse trimestre.
O banco ainda manteve a estimativa de que continuará conseguindo controlar os custos, como tem feito, de modo que as despesas operacionais não subam mais do que 6%. As despesas com pessoal deverão subir até 6% em 2005, enquanto que as despesas administrativas deverão crescer em torno de 6% no ano.
Premissas macroeconômicas
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As perspectivas para 2005 que o Bradesco anunciou nessa terça-feira, 10 de maio, levaram em consideração diversos aspectos da economia. Isso porque a evolução recente dos indicadores e as elevações da taxa Selic fizeram com que o banco revisasse suas projeções para o ano.
A estimativa do banco para a Selic ao final de 2005 passou de 16% ao ano para 17,5% ao ano. A Selic média, por sua vez, deverá ser de 18,75% ao ano, ao invés de 18,25% ao ano, da previsão anterior.
Mesmo com o aumento do juro, a inflação também deverá ser maior esse ano. A perspectiva para a variação de preços medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador utilizado pelo Banco Central no controle à inflação, passou de 5,6% para 6,15%.
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Com as quedas recentes do dólar, o Bradesco também revisou as projeções para o câmbio. Para o dólar ao final do ano, a projeção passou de R$ 2,85 para R$ 2,70. Enquanto isso, o câmbio médio deverá ser de R$ 2,63, abaixo dos R$ 2,80 anunciado pelo banco em fevereiro deste ano.
Para o PIB (Produto Interno Bruto), o banco não anunciou alteração. O Bradesco continua apostando em um crescimento de 3,6% da economia brasileira em 2005.