Por causa da Covid

Bolsonaro diz que país não resiste a novo lockdown: ‘vai ter caos e rebelião; nem as Forças Armadas garantirão a ordem’

“Não adianta acusar de que tinha que ser feito diferente. Onde não morreu ninguém no mundo?”, questionou o presidente em entrevista à Jovem Pan

Por  Reuters -

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que o país não vai resistir a novas medidas de restrição de circulação para tentar reduzir o avanço da variante ômicron de Covid-19 e, em tom alarmista, chegou a dizer que poderá haver um caos e rebelião que não conseguiriam ser contidos nem pelos militares.

“O Brasil não resiste a um novo lockdown, será o caos, será aqui uma rebelião, explosão de ações onde grupos vão defender o direito à sobrevivência deles. Não teremos Forças Armadas suficientes para Garantia da Lei e da Ordem”, disse.

“Pessoal entende isso ou está cavando a própria sepultura. Não adianta acusar de que tinha que ser feito diferente. Onde não morreu ninguém no mundo?”, questionou ele, em um segundo trecho de uma entrevista concedida por ele na semana passada à Jovem Pan e que foi divulgada nesta terça-feira (11).

Apesar de Bolsonaro falar em lockdown, o Brasil não passou por um fechamento geral de atividades, como foi o caso do que ocorreu em países da Europa.

A fala do presidente ocorre no momento em que governadores e prefeitos país afora começam a adotar ou discutir novas medidas de restrição de circulação com o objetivo de conter o avanço do contágio da variante ômicron de Covid-19 e também surtos de casos de gripe após flexibilização ocorrida na virada do ano.

Mais cedo, nesta terça (11), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a variante ômicron já é prevalente no Brasil e repetiu que, embora ela esteja gerando um aumento de casos de Covid-19, não espera que leve a um aumento nas internações provocadas pela doença.

“A variante Ômicron chegou, tentou-se impedir que a variante entrasse pelo aeroporto, mas a variante entra, independente de qualquer tipo de medida sanitária que se queira adotar. Infelizmente ela já é prevalente aqui no Brasil, nós estamos assistindo um aumento de casos e, como em outros países que têm uma campanha de vacinação forte como a nossa, a nossa expectativa é que não haja um impacto em hospitalizações e em óbitos”, disse o ministro a jornalistas ao chegar ao ministério nesta manhã.

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