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SÃO PAULO – O programa Bolsa Família, que beneficia famílias de baixa renda, já foi apontado como o grande redutor de desigualdades sociais do ano passado. No entanto, diante de reajustes propostos para este ano, especialistas criticam a eficácia do programa com a justificativa de que ele não poderá mais ser ampliado.
Enquanto o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que, com o programa, houve uma diminuição nas desigualdades de renda, a professora de História Social da USP, Maria Aparecida Aquino, diz que o Bolsa Família não auxilia no crescimento do País.
“Eu não tenho nada contra o Bolsa Família, mas também acho que deve dizer claramente que é uma medida tapa buraco, contendo a explosão do momento. Mas na realidade ele não soluciona nada. O Brasil precisa crescer e gerar empregos”, disse a professora.
O que deveria mudar
Para o representante do Departamento para o Desenvolvimento Internacional (Dfid), Ernesto Jegger, o Bolsa Família deveria apenas ser reavaliado.
De acordo com ele, os programas de transferências de renda condicionadas podem ter diminuição de 20% nas desigualdades, o que é comprovado. “O que se tem que fazer agora são medidas de curto e médio prazo que possam complementar o programa no sentido de eventualmente criar portas de saída para que estas famílias não necessitem mais deste tipo de auxílio”.
Reajustes para 2007
Para este ano, o Governo pretende aumentar os benefícios com o reajuste entre 4% e 15%. As famílias que são consideradas pobres – renda per capita de R$ 120 – recebem entre R$ 15 e R$ 95.
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