BofA mostra otimismo com setor de saúde e altera recomendações e preço-alvo

Aquecimento da economia interna, força das marcas e movimentos de aquisição despontam como os principais drivers das ações

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SÃO PAULO – De olho no promissor crescimento do setor de saúde nos próximos anos, a equipe do Bank of America Merril Lynch elege as ações do segmento como um meio atraente para o investidor capturar o aquecimento da economia doméstica, além de ressaltar particularidades, como o poder da marca das empresas no mercado e movimentos de aquisições, que garantem boas perspectivas de valorização aos ativos.

No País, o aumento do poder de compra da população traz a perspectiva de crescentes migrações do setor público de saúde para o privado, cuja qualidade tem gradualmente se distanciado. Por sua vez, o ritmo de criação de empregos formais está em alta, enquanto a população está ficando mais velha.

Por conta destes fatores, a migração para os planos privados tende a crescer ano a ano, culminando em um aumento de 10% a 12% no CAGR (Taxa Composta de Crescimento Anual) do setor ao longo dos próximos 10 anos. Ao fim deste período, o total da população adepta de planos de saúde privados deve saltar de 23% para algo entre 26% e 28%.

Tendências a médio prazo
Três fatores tendem a diferenciar as empresas do setor no médio prazo, afirmam os analistas Alexandre Pizano e Thomas Humpert. O primeiro deles seria o poder de barganha, que em escala regional permitiria aumentar a competitividade entre os planos.

O segundo fator seria o poder da marca, visto como um diferencial para a cobrança de exames, especialmente em laboratórios de diagnósticos. Por fim, as atividades de fusões e aquisições devem ser intensas em um médio prazo, o que pode ser um catalisador importante.

Dasa e Amil são top picks
Diagnósticos da América (DASA3) e Amil (AMIL3) são as empresas preferidas do banco dentro do setor de saúde. Ambas lideraram processos de fusões e aquisições e são vistas como consolidadoras no segmento, com ganhos de market share e benefícios de escala projetados.

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Por sua vez, a Cremer (CREM3) também recebe a recomendação de compra, já que seu forte momento operacional deve ofuscar sua exposição aos preços do algodão. Dentre as mudanças de recomendação, a Odontoprev (ODPV3) ganhou a sugestão neutra, após a incorporação das perspectivas sobre sua parceria com o Banco do Brasil.

Enquanto isso, ao avaliar o aumento da competitividade e falta de motivos para a valorização da ação frente a seus pares, os papéis da Profarma (PRFM3) foram rebaixados para underperform.

Mudança de preço-alvo 
O Bank of America aproveitou o relatório também para atualizar o preço-alvo das empresas do setor sob sua cobertura. Enquanto os valores para os ativos da Diagnósticos da América e Odontoprev foram elevados para os próximos doze meses, as ações da Cremer e Profarma tiveram a sugestão de preço diminuída. As ações da Amil mantiveram o preço-alvo inalterado.

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Companhia Código Recomendação Preço-alvo anterior Novo Preço-alvo Upside*
Diag. da América DASA3 Compra R$ 23,00 R$ 27,00 39,7%
Amil AMIL3 Compra R$ 22,00 R$ 22,00 34,2%
Cremer CREM3 Compra R$ 22,00 R$ 21,00 40,0%
Odontoprev ODPV3 Neutra R$ 14,50 R$ 25,00 19,0%
Profarma PFRM3 Underperform R$ 22,50 R$ 14,60 0,34%

*Com base na cotação de fechamento de 3 de fevereiro