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SÃO PAULO – Abrir um pequeno negócio com recursos do microcrédito ficará mais fácil. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social anunciou na última semana que dará apoio a instituições que queiram operar os programas, como cooperativas, com recursos do próprio banco.
De acordo com a Agência Brasil, a linha de apoio a Projetos de Desenvolvimento Institucional com recursos não reembolsáveis do fundo social da instituição e dotação orçamentária contará com R$ 10 milhões.
Segundo o presidente do BNDES, Demian Fiocca, como o banco não possui uma rede de agências, a nova linha permitirá que seja atingida “uma parcela maior de cooperativas no País.
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Falta de costume
Na avaliação do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, os bancos brasileiros não estão acostumados a lidar com os pequenos tomadores. “Isso vale para o BNDES, para o Banco do Brasil, para a Caixa, para os nossos bancos privados, para todo mundo”, disse.
“Se os bancos estivessem cumprindo a sua missão de fazer o dinheiro chegar para os pobres, para os pequenos, para quem necessita de mais crédito, não teriam nascido as cooperativas de crédito”, disse Marinho. “Essa é a verdade nua e crua, por mais que alguém possa gostar ou não.”
Marinho afiançou que o Estado brasileiro tem por obrigação trabalhar no sentido de criar um sistema que funcione também para o microcrédito. “O Banco Central não estava acostumado a pensar em regulamentação para atingir esse público. O Banco Central nos deu muito trabalho”, disse Marinho.
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Bancos públicos
O ministro enfatizou à Agência Brasil que “o banco público que não se disponha a seguir a orientação do programa de governo não necessita ser público”. Na avaliação de Marinho, as metas sociais que sua pasta deve empregar funcionarão como um parâmetro nas negociações de depósitos especiais do Fundo de Amparo do Trabalhador(FAT) com os bancos públicos.
“O banco público que não colaborar terá dificuldades nas negociações a cada ano a partir de agora”, prometeu Luiz Marinho. Ele ressaltou, entretanto, que o BNDES, com a criação da nova linha de fortalecimento das entidades que atuam com microcrédito no Brasi ,”ganhou alguns pontos de crédito e está na frente dos demais (bancos)”.
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Bolsa Família
Para o ministro, as ações de microcrédito constituem uma das principais oportunidades de oferecer alternativas às famílias pobres que lhes permitam deixar de depender de programas assistenciais do governo.
“Trabalhamos todos os dias para diminuir a quantidade de famílias que necessitam de um programa assistencial tão forte, como o Fome Zero”, disse. “Nós precisamos, e vamos fazer, tirar pessoas do programa Bolsa Família.”