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SÃO PAULO – A inadimplência total dos consumidores brasileiros apresentou variação nula no mês de fevereiro, mantendo o patamar de 12,4% verificado no primeiro mês do ano. Já na comparação com fevereiro do ano passado, houve redução da taxa em 1,8 ponto percentual, já que naquele mês ela estava em 14,2%.
De acordo com o relatório mensal do Banco Central divulgado nesta quarta-feira, dia 23, este é o segundo menor nível da taxa em um ano, ficando atrás apenas do mês de dezembro de 2004 (12%).
Em termos de tempo de inadimplência, pouco mais da metade dos créditos tinha atraso entre 15 e 90 dias (6,4%), e o restante estava atrasado em mais de 90 dias (6,0%). Há um ano atrás a situação era inversa: 6,9% das contas estavam em aberto entre 15 e 90 dias; e 7,3% há mais de 90 dias.
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Dívidas no cheque especial tiveram a maior queda
No que se refere à maior queda em termos de magnitude da taxa de inadimplência, o recuo de 3 pontos percentuais no cheque especial, cuja taxa passou de 10,4% para 7,4% no confronto anual, foi o destaque.
Entre as várias modalidades de empréstimos aos consumidores, a exemplo do que mostram pesquisas anteriores, a maior taxa de inadimplência fica com as operações de aquisição de bens, que excluem as compras de automóveis. Vale lembrar que esta modalidade de empréstimo é realizada, basicamente, pelo CDCs (Crédito Direto ao Consumidor).
Nestes empréstimos, os créditos em atraso respondiam por 17,7% do total concedido, o que representa um recuo de 0,6 ponto percentual sobre a inadimplência em fevereiro do ano passado.
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Por último, nas compras de veículos a inadimplência também cedeu de forma bastante significativa, passando de 10,8% para 8%. Outra queda substancial ocorreu no crédito pessoal, cuja taxa caiu de 13,8%, em fevereiro de 2004, para 11% no mês passado.